
Segundo dia de julgamento de chacina tem previsão de ouvir 10 testemunhas. Na primeira sessão, na segunda-feira (13/4), seis pessoas foram ouvidas pelo Tribunal do Júri. Os depoimentos fazem parte da fase de oitiva do processo - (crédito: Darcianne Diogo/CB/D.A Press)
Uma testemunha que comprou a casa de uma das vítimas da chacina que deixou 10 pessoas da mesma família mortas afirmou, em depoimento no Tribunal do Júri, ter reconhecido um dos acusados dentro do imóvel dias após os crimes
Segundo o relato, a mulher negociou a compra da residência de propriedade de Cláudia da Rocha Marques e da filha Ana Beatriz Marques de Oliveira, em dezembro de 2022. O imóvel foi comprado pelo valor de R$ 200 mil e o pagamento foi feito em dinheiro e por três transferências bancárias.
Segundo ela, Cláudia acordou em entregar as chaves da casa entre 4 e 5 de janeiro. “Nesses dias, ela não entrou em contato, mas como o dia combinado foi dia 7, eu esperei”, afirmou.
No dia 7, Cláudia não entrou em contato com a compradora. A mulher enviou mensagens e ligou, mas sem sucesso. “Decidir ir até lá.” No endereço, encontrou duas pessoas desmontando móveis. A testemunha contou que chegou a questionar se poderia entrar no imóvel e foi informada de que deveria aguardar.
Horas depois, recebeu uma mensagem pelo telefone de Cláudia dizendo que a mudança estava sendo finalizada e que as chaves seriam entregues em seguida. “Eles mesmos me entregaram as chaves”, alegou.
Posteriormente, quando a polícia iniciou as investigações sobre a chacina, a testemunha reconheceu Fabrício Silva, um dos acusados do crime, como um dos que entregou a chave.
A oitiva integra o conjunto de provas analisadas no Tribunal do Júri, que julga os acusados pela chacina. São julgados, além de Fabrício Silva, Horácio Carlos, Gideon Batista, Carlos Henrique e Carlomam dos Santos.
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Por Darcianne Diogo
postado em 14/04/2026 19:58 / atualizado em 14/04/2026 20:01
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