O terceiro dia de júri do caso da chacina começará com o interrogatório dos réus. Antes do começo da sessão, no Fórum de Planaltina, os promotores do Ministério Público (MPDFT) Nathan Neto e Daniel Bernoulli falaram à imprensa e definiram o crime como “singular” e “complexo”.
“Esse é o tipo de crime que não se pode punir, porque não existe uma pena suficiente para responder à grandeza deste mal”, disparou o promotor Nathan. De acordo com a autoridade, as dificuldades do caso são inerentes à dimensão da barbárie, que deixou 10 pessoas da mesma família mortas.
A expectativa da promotoria, segundo ele, é que os réus Gideon Batista, Carlomam dos Santos, Fabrício Silva, Horácio Carlos e Carlos Henrique recebam penas elevadas. “Temos a confiança da condenação, pois temos provas suficientes de todas as circunstâncias apontadas pela denúncia. Nossa expectativa é que os jurados acolham as nossas pretensões, as nossas teses, porque todas elas estão bem fundamentadas”, frisou o promotor Nathan.
Oitivas
Entre segunda-feira (13/4) e terça-feira (14/4), 18 testemunhas prestaram depoimento. Cinco foram dispensadas, encerrando a fase de depoimentos e iniciando o interrogatório dos réus.
Daniel Bernoulli classificou as oitivas como analíticas e relevantes. “Todos trouxeram informações importantes para o deslinde da trama criminosa.” O depoimento mais extenso foi prestado pelo delegado Ricardo Viana, responsável pela investigação. Foram mais de seis horas.
O restante das testemunhas mesclaram entre conhecidos e familiares das vítimas. “Cada um tinha um ponto crucial para a delimitação de cada elemento e motivação, desde a condição de estrutura, aluguel de cativeiro, enfim. Nos ajudaram bastante a construir as provas para que os jurados possam tomar a melhor decisão”, frisou o promotor.
A expectativa é que os interrogatórios dos réus finalizem até o horário do almoço, nesta quarta-feira (15/4). Mas dependerá da estratégia de cada defesa.
