LAZER

Com o Pint of Science, ciência ocupa mesas de bar em Brasília

Pesquisadores se unem ao público no evento que transforma bares em debate informal sobre área científica

Cerca de 40 pessoas estiveram presentes no Bu.té.quim da Asa Sul -  (crédito: Vitória Torres/CB)
Cerca de 40 pessoas estiveram presentes no Bu.té.quim da Asa Sul - (crédito: Vitória Torres/CB)

Pesquisadores, estudantes e curiosos ocuparam mesas de bares nesta segunda-feira (18/5), para mais uma edição do evento Pint of Science. A proposta é tirar a ciência dos laboratórios e aproximar o público em ambientes informais, como bares.

A programação ocorre em 213 cidades e 27 países simultaneamente. Em Brasília, acontece no Bu.té.quim, na Asa Sul; no Cambuí Bar, na Asa Norte; no Vila Madalena; no Aquilombar, também na Asa Norte; além de uma exposição sobre biodiversidade no SESI Lab. 

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No Bu.té.quim, um dos convidados da noite foi o químico e analista da Embrapa Agroenergia Felipe Wouters, que apresentou o tema "Batalha ecológica: plantas versus insetos". Durante o encontro, ele destacou a importância de aproximar a produção científica das pessoas.

“Eu amo muito fazer ciência. Acho que nós, enquanto cientistas, ficamos muito presos em laboratórios e esquecemos de levar o assunto para as pessoas. Alguns veem a ciência como uma bolha. Então é ótimo sair disso e viver até um exercício de humildade, estando na posição de público leigo e podendo debater sem julgamento”, afirmou.

Felipe explicou que o tema apresentado é resultado de oito anos de pesquisa. Para ele, o evento também desperta interesse pela ciência a partir da paixão dos próprios pesquisadores. “Mais do que nunca a gente está percebendo que no mundo que a gente vive, hoje, é importante ter uma noção de ciência. E também é muito legal ver alguém que curte o que faz falar sobre isso. Por isso, nos outros dias, estarei aqui na posição de público leigo para assistir meus amigos e aprender”, disse.

  • Felipe Wouters apresentou o tema
    Felipe Wouters apresentou o tema "Batalha ecológica: plantas versus insetos" Vitória Torres/CB

Coordenador nacional do Pint of Science, Eduardo Bessa explixou que o diferencial do projeto está justamente no contato direto entre cientistas e público. “Aqui nós cortamos os intermediários e colocamos o cientista frente a frente com os interessados, com a chance de tirar dúvidas. Em vez de levar para a universidade, que é um ambiente sisudo, nós levamos para o bar, um ambiente informal”.

Segundo ele, a comunicação acessível é um dos pilares do evento. “É importante ter uma pessoa extremamente competente, mas que também saiba falar com o público. E a gratuidade do evento também o torna mais atrativo. Há um interesse grande do brasileiro pela ciência”.

Criado na Inglaterra, em 2013, o festival surgiu com o objetivo de levar discussões científicas para fora das universidades e transformar mesas de bares em espaços de troca de conhecimento. Desde então, o evento se espalhou pelo mundo.

Programação do Pint of Science em Brasília

Terça-feira (19/5)

  • Vila Madalena - Entre diferenças e potencialidades: um olhar sobre as neurodivergências
  • Bu.té.quim - “Seu lixo pode virar combustível. Sabia disso?”
  • Aquilombar - Lúpulo, malte e magia: bruxas ou cervejarias

Quarta-feira (20/5)

  • Cambuí Bar - Como sabemos o que é real? Ilusões, alucinações e esquizofrenia
  • Vila Madalena - “Eu IA estudar, IA aprender, IA trabalhar”: reflexões sobre IA na educação e no mercado de trabalho
  • Bu.té.quim - Publicar ou empreender?

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postado em 18/05/2026 22:15
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