CASO BRB

BRB se posiciona sobre empréstimo bilionário em acordo entre GDF e União

Acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Veja detalhes da operação de crédito

Em nota, o banco detalhou a operação de crédito -
Em nota, o banco detalhou a operação de crédito -

A União e o Governo do Distrito Federal (GDF) fecharam, nesta quinta-feira (28/5), um acordo para viabilizar uma operação de crédito, ou seja, um empréstimo, ao Banco Regional de Brasília (BRB), envolvido nas investigações de fraudes do caso Master. O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota (leia na íntegra abaixo) ao Correio, o banco detalhou a operação de crédito. O valor deverá ser tomado pelo banco brasiliense junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O GDF pretende pedir um valor de R$ 6,6 bilhões. 

O acordo foi feito após conciliação promovida pelo ministro Luiz Fux, do STF. O governo do DF pediu ao Supremo que o Tesouro Nacional revise a nota de crédito do governo distrital, para que, assim, permita a operação de crédito. O empréstimo foi uma exigência do Banco Central (BC) para salvar as contas do banco após fraudes apontadas por investigações da Operação Compliance Zero, em meio ao Caso Master. 

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Confira a nota completa sobre o acordo enviada à imprensa: 

"O BRB informa que foi firmado acordo entre a União e o Distrito Federal, com homologação no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de viabilizar condições para o fortalecimento de capital do Banco, dentro das regras do sistema financeiro e dos limites legais aplicáveis. O acordo não envolve transferência de recursos, garantia ou aval da União. 

A solução construída permite a realização de uma operação no âmbito do Fundo Garantidor de Créditos, com participação de instituições financeiras, para apoiar a capitalização do BRB. Essa estrutura considera limites de endividamento do Distrito Federal e será conduzida conforme a governança do fundo, com utilização de recursos do próprio sistema bancário. 

O modelo prevê a organização de um conjunto de bancos que poderão atuar como garantidores da operação, com contragarantias vinculadas ao fluxo dos fundos FPM e FPE do Distrito Federal. A eventual operação ainda dependerá da análise do plano de negócios e das condições técnicas exigidas pelo Fundo Garantidor de Créditos. 

A instituição destaca o papel do ministro Luiz Fux na condução do processo, ao promover as audiências de conciliação e articular o entendimento entre as partes, permitindo a construção de uma solução consensual para a operação. 

Por fim, o Banco esclarece que segue operando normalmente, com pleno atendimento a clientes e parceiros, e manterá o mercado informado sobre os desdobramentos das etapas previstas no acordo, em linha com as exigências regulatórias".

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postado em 28/05/2026 16:10 / atualizado em 28/05/2026 16:10
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