Investigação

Ligado a execuções e tráfico de drogas, líder do Comboio do Cão é preso

Édson Doidinho, 41 anos, está envolvido em diversos crimes, inclusive no assassinato da travesti Bruna Moranguinho, em 2017

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF (Draco/Decor) prendeu, hoje (4/5), em Samambaia Norte, Édson Doidinho, 41 anos, uma das lideranças do Comboio do Cão e envolvido em assassinatos cometidos em nome da facção brasiliense.

A ação de captura ocorreu com o apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo). Édson é apontado como veterano na organização criminosa — grupo este com atuação no tráfico de drogas, crimes violentos, extorsões e controle territorial no Distrito Federal.

Segundo a PCDF, Édson tem mandados de prisão condenatória em aberto, ordem de recaptura e determinação judicial de localização. No histórico criminal, acumula delitos graves, como homicídios tentados e consumados, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, posse e porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo, ameaça e falsa identidade.

Assassinato de travesti

O faccionado está envolvido no assassinato da travesti Bruna Moranguinho, ocorrido em setembro de 2017, em Taguatinga Sul. À época, o crime foi de grande repercussão. Constatou-se que Édson e William Peres Rodrigues, o líder do Comboio do Cão, Rogério Rodrigues do Nascimento assassinaram Bruna a tiros em decorrência de uma disputa por ponto de prostituição e tráfico de drogas, na área conhecida como Coca-Cola.

O preso também responde penal perante a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, relacionada à atuação em organização criminosa, além de possuir condenação anterior vinculada à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), referente a crimes patrimoniais.

As penas em execução ultrapassam, somadas, duas décadas de reclusão. Ao longo dos anos, o investigado chegou a obter benefícios judiciais, como liberdade provisória e cumprimento de pena em regime domiciliar, mas voltou à condição de foragido da Justiça.

Comboio do Cão

Formada há mais de 10 anos a partir da disputa de gangues, a maior facção do Distrito Federal, o Comboio do Cão, age com requintes de crueldade e tenta se instalar na capital, mas sofre seguidos reveses da polícia e do Ministério Público do DF. Suspeita-se que os faccionados tenham assassinado mais de 30 pessoas nos últimos anos.

Segundo a PCDF, o Comboio do Cão atua em toda a capital, no tráfico de drogas e de armas, homicídios, lavagem de dinheiro e outros crimes. Uma característica do grupo é a violência, a forma como os rivais são executados, fazendo uso de pistolas de grosso calibre de última geração, com acessórios que aumentam o poder do fogo, como o “kit rajada” e carregadores estendidos, informou a corporação.

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