
Uma mulher identificada como Mirla Alves, 39 anos, foi agredida com golpes de joelhada e puxões de cabelo na Feira do Guará pelo ex-companheiro Augusto Cardoso Feitosa. Um vídeo obtido pelo Correio mostra o suspeito em fuga logo após o episódio violento (veja abaixo). A Polícia Civil investiga o caso.
A vítima trabalha em uma banca de temperos na feira e mantém uma medida protetiva contra o ex. Ao Correio, ela contou que Augusto começou a trabalhar em outra banca do espaço há cerca de dois meses. “Eu não me importava, mesmo com a medida protetiva. Até que no sábado as coisas mudaram”, afirmou.
A comerciante tomou conhecimento de divulgações feitas por Augusto nas redes sociais em que difamavam ela e a família. No domingo, resolveu comunicar o ocorrido ao patrão do ex. “Ele não ligou muito, então resolvi falar com a esposa dele (do patrão). Perguntei se ela podia me encontrar na hora do almoço”, detalhou.
Agressão
No ponto marcado, antes mesmo da conversa, Mirla relata que o ex se aproximou e começou a xingá-la, questionando-a sobre o assunto a ser tratado com a mulher do patrão. Ela descreve que Augusto se apossou de uma garrafa de azeite que estava sob a mesa. O objeto foi retirado das mãos dele pelo dono da banca.
Após isso, relata a mulher, o ex a derrubou no chão, a puxou pelos cabelos e desferiu golpes de joelhada contra a cabeça dela. “Foi muita gente para tirar aquele homem de cima de mim. Ele queria me matar”, dispara.
Mirla registrou um boletim de ocorrência e passou por exame de corpo delito no Instituto de Medicina Legal (IML). Os médicos constataram traumatismos múltiplos no crânio e lesões no pé esquerdo.
No vídeo obtido pelo Correio, Augusto aparece entre as bancas, logo após o ocorrido, e corre em fuga. Ele não é contido por populares.
O outro lado
Ao Correio, Augusto esclareceu que estava no local de trabalho e a ex compareceu ao espaço para lhe afrontar. "Ela foi duas vezes me afrontar e me xingou. Ela armou para mim e conseguiu. Eu estava quieto e ela foi armar confusão. Perdi a cabeça porque estava no meu trabalho. Eu não agredi ela da maneira como ela está contando. Foi lá me humilhar, me constranger, infelizmente não tenho sangue de barata", detalhou.

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