O homem que matou Flávio Cruz Barbosa, 49 anos, dono da oficina localizada na Asa Norte, tinha uma longa ficha criminal de passagens pela polícia. Totalizando agora seis processos em seu nome, Eduardo Jesus Rodrigues foi preso duas vezes por porte de arma branca, além dos crimes relacionados ao tráfico de drogas e injúrias durante o trânsito.
Em novembro do ano passado, o investigado foi preso por ser suspeito de estar traficando entorpecentes. O processo segue em tramitação, e Eduardo estava sendo julgado em liberdade. O acusado teve o alvará de soltura emitido após a audiência de custódia no dia 23 do mesmo mês, sem ser solicitado à pagar fiança - mesmo possuindo antecedentes criminais anteriores ao processo. As evidências foram encontradas no celular do suspeito.
Em dezembro de 2022, novembro de 2025 e março deste ano, o suspeito foi preso duas vezes pelo porte de arma branca. Apesar das infrações, ambos os processos foram arquivados. No processo do homicídio ocorrido na manhã desta quarta-feira (6/5), ainda consta mais um antecedente por arma branca, registrado em agosto do ano passado, igualmente arquivado. No total, o homem tem três passagens pela polícia pela mesma infração, das quais ele não cumpriu tempo em cadeia.
Em janeiro de 2024, Eduardo ainda foi autuado por crimes de trânsito. De acordo com o Tribunal da Justiça do Distrito Federal (TJDFT), ele foi acusado por ofensas verbais durante um incidente no tráfego, classificado como injúria — infração prevista no artigo 140 do Código Penal. O processo foi arquivado por uma desistência da vítima em seguir com a acusação.
Investigação pela Polícia Civil
No caso do homicídio do patrão, Eduardo apresentou versões contraditórias e confusas em depoimento. Ele confessou o crime e alegou ser uma "pessoa do bem". Sobre o crime, apresentou várias hipóteses: falou sobre ser vítima de estupro coletivo, queixou-se de zombaria e ameaças por parte do patrão e citou a atuação de máfias.
Eduardo Jesus havia sido admitido temporariamente no serviço por indicação de um tio, um idoso que trabalha no estabelecimento. No local, atuava como ajudante de lanterneiro.
Para o delegado Wellington Barros, chefe da 5ª Delegacia de Polícia (área central), houve premeditação. "Tudo indica que houve algum tipo de planejamento. Ele chega ao local em posse de uma faca, na intenção de matar a vítima. O que queremos descobrir é a motivação. Acreditamos que possa estar ligada a alguma vingança, mas tudo será apurado", afirmou.
