
Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, autor do homicídio contra o empresário Flávio Cruz Barbosa, 49, apresentou versões confusas e contraditórias em depoimento prestado à Polícia Civil (PCDF). O crime brutal ocorreu na manhã desta quarta-feira (6/5), na oficina OUD, no Setor de Oficinas Norte (SOF), no Lago Norte.
Vídeo obtido pela reportagem mostra parte da oitiva. Eduardo inicia com acusações à vítima. Relata ameaças por parte do patrão. "Ele falou que ia matar meu pai, me deixar cadeirante e ficava me dando dedo. Era para eu fazer isso ontem, mas dele deu uma de doido e descoversou quando eu perguntei", disparou.
Eduardo Jesus havia sido admitido temporariamente no serviço por indicação de um tio, um idoso funcionário do estabelecimento. No local, atuava como ajudante de lanterneiro. De acordo com relatos e imagens de câmeras de segurança, o agressor iniciou o ataque com um golpe de joelho na cabeça da vítima, que estava sentada. Com o impacto, Flávio foi arremessado para trás e bateu a cabeça em uma caminhonete estacionada logo atrás, aparentando ficar desorientado.
O preso detalha a dinâmica e chega a dizer que esperou a vítima morrer. Depois, profere. "Não sou perigoso assim. A galera que tenta até dar merda." Para a polícia, a versão é evasiva e incerta.
Brutalidade
Laudo preliminar apontou que o empresário levou 47 facadas. Para o delegado Wellington Barros, chefe da 5ª Delegacia de Polícia (área central), houve premeditação. "Tudo indica que houve algum tipo de planejamento. Ele chega ao local com uma faca, na intenção de matar a vítima. O que queremos descobrir é a motivação. Acreditamos que possa estar ligada a alguma vingança, mas tudo será apurado", afirmou.
Após o crime, Eduardo Jesus foi a um bar perto da oficina e pediu uma água e cigarro. O agressor foi preso em flagrante por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e encaminhado à 5ª DP. Ele tem antecedentes criminais por porte de arma branca e tráfico de drogas.
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