A Secretaria de Economia do Distrito Federal intensificou, entre os dias 4 e 8 de maio, ações de fiscalização em rodovias, transportadoras, aeroporto e no Setor de Transporte Rodoviário de Cargas para combater a sonegação fiscal e irregularidades no transporte de mercadorias. As operações resultaram na retenção de produtos avaliados em mais de R$ 3 milhões e na geração de aproximadamente R$ 1,3 milhão em créditos tributários, entre impostos e multas.
As abordagens ocorreram em pontos estratégicos, como as BRs 020 e 060, além de centros de distribuição e áreas de carga. De acordo com a Subsecretaria da Receita da Secretaria de Economia, diversas mercadorias não tinham nota fiscal ou apresentavam documentação considerada inidônea.
Um dos principais flagrantes ocorreu na BR-020, onde auditores fiscais apreenderam uma carreta transportando 27 toneladas de carne bovina. A carga estava acompanhada de nota fiscal irregular, o que levou à autuação com crédito tributário superior a R$ 315 mil. Na mesma rodovia, também foram retidas 81 mil unidades de leite condensado e mais de 32 toneladas de plumas de algodão.
Já na BR-060, equipes da Receita do DF interceptaram caminhões carregados com 116 mil latas de cerveja, 97 mil litros de etanol hidratado e uma carreta transportando 63 toneladas de milho a granel sem documentação fiscal. Além disso, 15 toneladas de materiais de construção foram apreendidas por transporte irregular.
As fiscalizações também alcançaram o Setor de Transporte Rodoviário de Cargas, onde foram encontrados 3 mil projéteis balísticos e mais de 10 mil cuecas boxer com pendências fiscais. No Park Way, auditores autuaram cargas de portas, janelas, esquadrias de alumínio, colchões e camas box por ausência de documentação tributária.
O coordenador de Fiscalização da Secretaria de Economia, Silvino Nogueira, afirmou que a operação teve resultado expressivo no combate às irregularidades fiscais. “Essa operação foi bem sucedida porque teve uma base de cálculo total em torno de R$ 2,9 milhões. Reiteramos nosso compromisso de proteger o mercado interno do DF de contribuintes que tentam entrar no território com notas fiscais inidôneas ou sem nota fiscal, praticando sonegação”, destacou.
