ENTREVISTA

BRB prevê publicar balanço até agosto após acordo com STF, diz presidente

Presidente do banco, Nelson Souza afirma que atraso busca garantir transparência e diz que instituição apresentará plano de negócios para cumprir acordo firmado com o Supremo

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, participou do CB.Poder desta sexta-feira (29/5). Durante a entrevista, Nelson destacou o acordo firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF) como a inauguração de um novo momento para o banco. O presidente ainda falou sobre o balanço da instituição, que deveria ser apresentado até esta sexta. Segundo ele, a expectativa do BRB é que o balanço seja publicado até agosto.

“Nós tínhamos que ter publicado (o balanço) até o dia 31 de março de 2026, referente ao ano anterior, não foi publicado todas as questões e auditorias que precisavam ser concluídas. Algumas auditorias já foram concluídas e por isso temos condição de dizer que o aporte é de R$ 8,8 bilhões. Mas tudo tem que ser checado por outras auditorias”, afirmou Nelson Souza.

De acordo com o presidente do BRB, o descumprimento do prazo foi feito para que o banco tenha a certeza de que tudo o que for publicado esteja de acordo com os fatos: “Tudo que nós temos feito é de maneira transparente, colocando tudo o que acontece dentro das demonstrações financeiras”, diz. 

“A publicação do balanço é uma formalidade. Temos que parar essa corrida de liquidez contra o banco, passar a ter os depósitos voltando, os clientes colocando de volta seus recursos e publicaremos o balanço o mais rápido possível”, conclui o presidente.

Além da conciliação com o STF, agora o banco deverá apresentar um plano de negócios para garantir retorno sobre os investimentos realizados e assegurar o cumprimento das obrigações assumidas no acordo.

“O acordo foi fruto de muitas reuniões. O BRB também deve apresentar um plano de negócios que mostre capacidade de retorno do que está sendo investido para honrar os compromissos, especialmente o pagamento das parcelas”, disse.

Segundo Nelson, o valor de R$ 6,6 bilhões deverá ser pago em um prazo de 15 anos, com carência de 18 meses. As taxas de juros ainda estão em negociação. “O banco está solicitando IPCA mais um delta, mas tudo depende da negociação com o FGC”, explicou.

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