Investigação

Esquema de furto de combustível tinha líder e trabalhadores braçais; veja quem são

Três homens foram presos e, segundo as investigações, alugaram o imóvel há três meses

Ladrões cavam túnel sob casa e furtam combustível de duto que abastece o DF -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Ladrões cavam túnel sob casa e furtam combustível de duto que abastece o DF - (crédito: PCDF/Divulgação)

Os três suspeitos presos por perfurar um oleoduto da Petrobras em Ceilândia e furtar combustível foram identificados pela polícia como Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43, e Paulo Batista de Oliveira, 36. De acordo com as investigações, cada um tinha uma função definida no esquema.

Nas últimas semanas, a Transpetro percebeu uma anomalia no transporte de combustível e comunicou a polícia. Em paralelo, denúncias de vizinhos ao imóvel alugado pelos criminosos indicavam a presença de odor de combustível no local.

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Na noite dessa sexta-feira (5/6), policiais civis da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) desencadearam uma operação e prenderam os três suspeitos. Antônio é suspeito de capitanear a ação. Segundo registros policiais, ele foi preso há dois anos pela prática de crime semelhante no DF. Paulo Batista e José Marle desempenhavam o trabalho braçal de escavação na área. Parte do serviço incluía soldar a válvula de controle e instalar uma mangueira de alta pressão para furtar o combustível.

Falsa oficina

O imóvel é um ponto comercial e fica localizado na beira da estrada, na BR-070, em Ceilândia. Ao real proprietário, os suspeitos alegaram que construiriam uma oficina mecânica no espaço. O aluguel foi acordado em R$ 1,2 mil mensais.

Por três meses, os ladrões mantiveram uma frequência em ir ao local de duas a três vezes por semana, sempre à noite. A polícia estimou que, na última semana, eles furtaram de 90 a 100 mil litros de combustível. “A principal suspeita é de que o combustível estava sendo revendido”, detalhou o delegado.

A desconfiança leva os investigadores a outra camada da investigação: a suposta participação de transportadoras e postos de gasolina. Denúncias recebidas apontam para o envolvimento de ambos no esquema criminoso.
Devido ao risco de explosão, a Defesa Civil interditou os imóveis próximo ao oleoduto, aconselhando que os moradores deixassem às residências.

Em nota oficial, a Transpetro informou acompanhar o caso em conjunto com as autoridades de segurança pública. Veja a nota:

A companhia é vítima desse tipo de ação criminosa e reforça que sua maior preocupação é a preservação da vida, a segurança das pessoas e a proteção do meio ambiente. O transporte de combustíveis por dutos é seguro e eficiente, mas intervenções clandestinas representam riscos à comunidade e ao meio ambiente. A Transpetro mantém monitoramento permanente de sua malha dutoviária por meio do Centro Nacional de Controle e Logística (CNCL), que utiliza tecnologia de ponta e sensores capazes de detectar remotamente atividades suspeitas e variações operacionais.

A companhia atua em parceria com forças de segurança pública, Ministérios Públicos e demais autoridades competentes para prevenir e combater derivações clandestinas. Essa atuação integrada tem contribuído para a redução de cerca de 90% dos casos de furtos e tentativas de furtos registrados na malha dutoviária desde 2020.

A companhia considera essencial o trabalho desenvolvido pela 19ª Delegacia de Polícia de Brasília no combate a esse crime. Não há impacto ao fornecimento de combustível para a região. Após ocorrências dessa natureza, a companhia adota protocolos de segurança e integridade operacional previstos para atuação em contingências. A Transpetro conta com rotinas de manutenção preventiva e corretiva, serviços de engenharia, treinamentos e simulados operacionais para testar estratégias e a efetividade das ações de resposta a emergências. A companhia também dispõe de Centros de Resposta a Emergências equipados e prontos para atuar em situações de contingência, além de um Centro de Reparos de Dutos com qualificação e agilidade para atuação em todo o Brasil. A companhia investe cerca de R$ 100 milhões por ano em tecnologia e proteção da sua malha de 8,5 mil quilômetros de dutos.
A Transpetro não divulga estimativas de prejuízos financeiros relacionados a esse tipo de ocorrência, para evitar estimular a prática criminosa.

A companhia reforça ainda que disponibiliza o telefone 168, canal gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia para recebimento de denúncias sobre movimentações suspeitas em faixas de dutos.”

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postado em 06/06/2026 18:55
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