Vigilantes do Distrito Federal decidiram, em assembleia geral promovida na noite desta terça-feira (23/6), aderir a uma greve geral. A suspensão dos serviços iniciou às 19h e permanecerá até que “uma proposta de convenção coletiva” seja assinada.
A reunião ocorreu na rampa dos vigilantes, no Conic, e contou com a participação do deputado distrital Chico Vigilante (PT) e da deputada federal Erika Kokay (PT). Segundo o secretário de imprensa do sindicato, Gilmar Rodrigues de Azevedo, a proposta acordada na última quarta-feira, que previa reajuste de 3,9%, sem retroativo, foi rejeitada.
Na segunda-feira (22/6), Chico Vigilante demonstrou, via redes sociais, apoio à greve geral. “É lamentável que os empresários fiquem enrolando a categoria desde outubro sem assinar a convenção coletiva de trabalho. Isso é inaceitável! Nossos trabalhadores da segurança privada não se rendem e não se vendem para quem nega direitos. Aqueles donos de empresas que hoje fogem da negociação são os mesmos que amanhã vão pedir o seu voto na eleição”, frisou.
De acordo com o sindicato, a orientação é de que todos os postos de serviço de segurança privada no DF paralisem as atividades.
Garis
Paralisados desde segunda-feira (22/6), os garis retornaram ao serviço nesta terça-feira. A greve objetivou a defesa da valorização da categoria e pela aprovação do Projeto de Lei nº 4.146/2020. Além do DF, as capitais que aprovaram a paralisação foram: Vitória, São Luís, Maceió, Cuiabá, Salvador e Natal.
Entre as reivindicações, estavam a formalização de um piso salarial nacional, melhoria nas condições de trabalho, reconhecimento da essencialidade dos profissionais e garantia de condições mínimas de segurança para os trabalhadores.
