Preces e orações ecoaram no Campo da Esperança de Taguatinga, onde Maria Aparecida Galdino dos Santos foi velada, na tarde deste sábado (18/7). Entre lágrimas e desabafos, familiares e amigos da jovem de 25 anos expressaram a dor da perda. Maria Aparecida morreu na quinta-feira (16/7), após complicações decorrentes do parto realizado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam).
Maria da Conceição, mãe de consideração da jovem, descreveu a filha como uma pessoa dedicada e empática, que cuidava dos mais velhos da família. "Ela tinha uma vida inteira pela frente. Estava muito feliz com a gravidez", lamentou.
O viúvo, Douglas Cardoso, consolava o filho mais velho do casal, que abraçava o pai aos prantos. Vestindo camisetas com uma foto de Maria Aparecida grávida de Hellena, familiares e amigos demonstravam consternação durante a despedida. "O sonho dela era ter uma filha menina. Ela sempre quis poder cuidar", relembrou Douglas. O sepultamento ocorreu às 16h30.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que o caso segue em apuração. Em nota, a pasta afirmou que "somente se manifestará sobre as circunstâncias do atendimento após a conclusão da investigação, em respeito aos fatos e ao devido processo".
Relembre o caso
Maria Aparecida Galdino dos Santos morreu após complicações decorrentes do parto, no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). A bebê, Maria Hellena, sobreviveu e já recebeu alta hospitalar. A família alega que houve negligência da equipe médica e afirma que a gestante teve o atendimento inadequado durante o trabalho de parto e no pós-parto.
A morte ocorreu dois dias após o falecimento de outra gestante, na mesma unidade de saúde. Os dois casos são investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pela Secretaria de Saúde do DF, que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias dos atendimentos e eventuais responsabilidades.
