
Ricardo Cappelli (PSB), candidato ao Governo do Distrito Federal, afirmou que pretende lançar o programa “Tolerância Zero” para a área de segurança pública e defendeu uma atuação mais firme contra a criminalidade. Entre as prioridades, citou o combate à grilagem de terras, ao feminicídio, aos crimes cibernéticos e a ampliação do efetivo da Polícia Militar. “A gente precisa ser firme com a segurança pública”, afirmou.
Cappelli apontou a expansão da grilagem como uma das principais preocupações na área e alertou para o risco de envolvimento de agentes de segurança com grupos criminosos. “Eu estou vendo a máfia da grilagem avançar em todas as cidades. Você chega nas cidades, todo mundo sabe quem são os grileiros, e não acontece nada. Isso está começando a cruzar com gente da segurança pública. Se isso acontecer, vira milícia e depois, para acabar, é muito mais difícil”, declarou.
O candidato defendeu o uso de planejamento e inteligência para prevenir feminicídios. “A cada 15 dias, está morrendo uma mulher no Distrito Federal, vítima de feminicídio. Isso, em geral, é uma escalada até chegar no final. Com planejamento e inteligência, você consegue impedir que chegue à letalidade”, disse.
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Para Cappelli, a população em situação de rua também precisa ser incluída nas políticas de segurança, embora não seja, segundo ele, um problema originalmente da área. O candidato defendeu uma abordagem multidisciplinar, com profissionais de assistência social, psicologia e saúde mental para identificar as causas que levaram cada pessoa às ruas. “Não adianta dar só comida e banho. A gente precisa ter equipe multidisciplinar para entender por que o cidadão está na rua. É problema de saúde mental? É dependência química? É falta de casa? Tem que compreender e atuar para tirar a pessoa da rua”, disse. Segundo ele, a falta de atendimento adequado pode contribuir para o envolvimento de parte dessa população com drogas e crimes.
Na área de estrutura policial, Cappelli defendeu o fortalecimento da inteligência cibernética, a integração com o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a recomposição do efetivo da Polícia Militar. “A população cresceu, e a Polícia Militar, que já chegou a ter 17 mil, 18 mil homens, está com pouco mais de 11 mil homens e mulheres. Precisa voltar a crescer”, afirmou. O candidato defendeu ainda a retomada de rondas ostensivas e do policiamento nas quadras.
Para comandar a pasta, caso eleito, Cappelli disse que pretende escolher alguém das forças de segurança com capacidade de liderança. “O maior especialista em segurança pública são os policiais, os delegados, os coronéis da Polícia Militar, porque estão com a mão na massa todo dia. Eu quero alguém das forças de segurança com capacidade de comando e liderança”, declarou.

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