ECONOMIA

GDF alcança 'A' na capacidade de pagamento; meta é atingir nota máxima

Segundo secretário de Economia, melhora nos indicadores fiscais e ajuste nas contas devem ampliar acesso a crédito e reduzir custos

O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, afirmou que o Governo do Distrito Federal alcançou a classificação da Capacidade de Pagamento (Capag) A em julho, e diz que trabalha para melhorar a classificação e alcançar a nota máxima junto ao Tesouro Nacional até o fim de 2026. Segundo ele, apesar de o DF já apresentar indicadores positivos, ajustes fiscais recentes devem consolidar a melhora na avaliação, que influencia diretamente o acesso a crédito e as taxas de juros.
A Capag é um indicador que mede a saúde fiscal de estados e municípios com base em três critérios: endividamento, poupança corrente e liquidez. De acordo com o secretário, o DF apresenta situação confortável no quesito endividamento. “Hoje estamos com um índice de 22,36%, muito abaixo do limite mínimo para Capag A, que é de 60%. Mesmo que triplicássemos a dívida, ainda estaríamos dentro dessa faixa”, explicou.
No entanto, a poupança corrente, que avalia a capacidade do governo de gerar recursos para pagar dívidas, ainda impacta a nota final. Segundo Valdivino, em anos anteriores, o DF comprometia quase toda a receita com despesas correntes. “Em 2024, o GDF aplicava 98% da receita em despesas correntes. Em 2025, 97,36%. Em 2026, já conseguimos reduzir para 84,37%”, afirmou.
Como o cálculo considera a média dos últimos três anos, o índice atual ficou em 90,99%, o que rebaixaria a classificação nesse critério. “Se estivéssemos abaixo de 90%, já seria Capag A. Mas isso não afeta tanto o resultado final, porque é o único indicador em que não temos nota máxima”, destacou.
Já no quesito liquidez, o DF apresenta desempenho positivo. Segundo o secretário, o governo fechou julho com cerca de R$ 5 bilhões em caixa, sendo aproximadamente R$ 3,3 bilhões sem vinculação. “Nossas obrigações financeiras giram em torno de R$ 1,3 bilhão. Isso nos deixa com uma folga de cerca de R$ 2 bilhões, o que representa mais de 5% da receita corrente líquida, patamar que garante Capag A nesse critério”, explicou.
Com os resultados, a classificação parcial do DF em julho foi A, B e A nos três indicadores, o que resulta em Capag A na avaliação geral do Tesouro Nacional. Para o secretário, o objetivo agora é avançar ainda mais. “Queremos fechar 2026 com Capag A e, se possível, chegar ao A+, que é a maior classificação. Estamos muito próximos disso”, afirmou.
Valdivino ressaltou que a melhora depende da continuidade das medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo, como controle rigoroso de gastos e aumento da eficiência na arrecadação. “Com mais dois ou três meses, já devemos ter uma simulação que nos aproxime do Capag A+”, disse.

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