O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) afirmou ontem, durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que não considera um tabu a privatização de empresas públicas. Para ele, porém, a primeira medida deve ser profissionalizar a administração das companhias e avaliar se elas têm condições de permanecer sob o controle estatal.
Leia a cobertura completa da sabatina
- Celina Leão: "Resolver problemas com responsabilidade"
- José Roberto Arruda (PSD): "Volto para resgatar Brasília"
- Samara Mineiro (UP): educação é uma das prioridades
- Leandro Grass (PT): "Desataremos o nó do Centrad"
- Robson Raymundo (PSTU): conselho gestor para orçamento
- Ricardo Cappelli (PSB): "Choque de ordem na gestão"
- Elisson Ferreira (Agir): governança com transparência
- Paula Belmonte (PSDB): "Por um governo participativo"
- Expedito Mendonça (PCO): estatizações e ruptura com o sistema
- Rico Pinheiro (PRTB): "O transporte público precisa de solução"
"A preocupação do Novo é entregar serviços públicos de excelência para a população. Para mim, privatização não é um tabu nem uma exigência", afirmou.
O candidato defendeu que os cargos de direção sejam ocupados por profissionais capacitados e não por pessoas escolhidas a partir de indicações políticas. "Será que foram recrutar no ente privado um presidente capacitado para gerir aquilo? Ou será que algum deputado e senador foi indicando pessoas da confiança deles?", questionou.
"Eu não tenho dificuldade em privatizar. Ainda mais se eu souber que a iniciativa privada pode oferecer um serviço melhor, mais eficiente, com uma tarifa mais barata. Se o ente privado for mais eficiente que o poder público, o melhor para a população é entregar para o agente privado", completou.
Em relação à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Caputo afirmou que a empresa pode permanecer sob controle público e que há dificuldade para compreender os números da companhia. "A Caesb é uma caixa-preta para a gente. Pode ser uma empresa que vai continuar sob o guarda-chuva do poder público", afirmou.
Já sobre o metrô, defendeu investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão para recuperar o sistema e ampliar o transporte sobre trilhos. "O metrô é muito eficiente para diminuir os engarrafamentos e levar os cidadãos que trabalham aqui no Plano Piloto com mais rapidez para suas casas", disse.
Projeção
Caputo disse que decidiu disputar a eleição por considerar que "a velha política não solucionou os problemas do DF". "O partido Novo é o único partido genuinamente de direita. Sou cristão e estou disputando essa eleição porque a velha política não resolveu os nossos problemas. Foi isso que me fez sair de casa e me apresentar como uma opção concreta para os moradores do DF", afirmou.
De acordo com o candidato, seu plano de governo pretende estabelecer políticas públicas de longo prazo, acompanhando diferentes etapas da vida dos moradores do DF. "Nosso plano é completamente isento e sem amarra nenhuma com a política que é praticada atualmente no DF. Trata da jornada de vida do cidadão, desde a concepção até a morte, e, a partir daí, todas as políticas públicas que ele vai precisar", assinalou.
Segundo ele, a ideia é antecipar demandas e organizar políticas públicas conforme as diferentes fases da vida. "Quando uma moça começa a fazer o pré-natal, a gente já sabe que daqui nove meses vai nascer uma criança. Seis meses depois, ela vai precisar de uma creche; dali a alguns anos, uma pré-escola; depois vai precisar de uma escola; depois a gente vai ter que prepará-la para o mercado de trabalho", exemplificou.
Segurança Pública
Caputo também defendeu a ampliação do monitoramento por câmeras e utilização de inteligência artificial para antecipar crimes e identificar situações suspeitas.
"Com a inteligência artificial, a gente pode ter um monitoramento muito mais efetivo do que é feito atualmente", afirmou. Segundo ele, o objetivo é que o governo seja "mais preditivo e atue antes de o problema acontecer".
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