Candidata à reeleição, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), apresentou nesta sexta-feira (21/8), durante sabatina do programa Balanço Geral, da TV Record Brasília, propostas para saúde, transporte, segurança, educação e respondeu a questionamentos sobre a crise no Banco de Brasília (BRB)
Perguntada sobre as mudanças que promoveria em áreas essenciais, Celina argumentou que parte das ações já está em andamento. “Eu não vou fazer, eu já estou fazendo”, declarou. Segundo a candidata, uma das primeiras decisões de sua gestão foi cancelar as comemorações do aniversário de Brasília para viabilizar a contratação de 114 médicos. Ela acrescentou que o governo contratou 20 mil cirurgias na rede privada e que 8 mil pacientes já foram operados desde que assumiu o cargo, além da realização de 200 mil consultas.
A governadora reconheceu, no entanto, que a saúde pública ainda precisa melhorar. “É um problema muito antigo, um problema que passou por todos os governos, mas que a gente está assumindo de frente”, disse. De acordo com Celina, foram investidos quase R$ 100 milhões em reformas de hospitais e outras unidades. Ela também mencionou a construção dos hospitais do Recanto das Emas e de São Sebastião e afirmou que cinco novas UPAs deverão ser entregues.
BRB
Questionada sobre sua atuação como vice-governadora durante o período no qual teriam ocorrido irregularidades no BRB, Celina afirmou que se posicionou publicamente contra a tentativa de aquisição do Banco Master e que mantinha divergências com o então presidente da instituição, Paulo Henrique Costa.
A candidata disse que, após assumir o governo, substituiu superintendentes e diretores, determinou auditorias internas e internacionais e encaminhou as informações obtidas ao Ministério Público e à Polícia Federal. A candidata também foi questionada sobre o atraso na divulgação do balanço auditado do BRB.
Segundo ela, os dados constam no plano de negócios da instituição, mas o governo espera concluir o aporte de R$ 6,6 bilhões para apresentar o balanço “já de uma forma positiva”, referindo-se ao empréstimo que está sendo negociado pelo GDF com mediação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na área do transporte coletivo, a candidata disse que determinou o congelamento de benefícios relacionados ao reajuste das tarifas e solicitou uma auditoria para verificar os valores devidos às empresas. De acordo com ela, o governo tem cobrado melhorias no atendimento e ampliado horários e linhas em algumas regiões administrativas.
Celina comentou que os resultados da auditoria poderão embasar a adoção da tarifa zero. “Dependendo do que a auditoria nos colocar, nós vamos trabalhar na tarifa zero, porque o que nós pagamos, eu tenho certeza que dá para fazer a tarifa zero”, afirmou.
Segurança
Celina afirmou que o Distrito Federal apresenta os melhores índices de segurança do país, mas reconheceu a persistência de furtos, roubos e outros crimes. Ela destacou o programa DF Mais Seguro 360, que reúne 14 mil câmeras públicas e privadas. A candidata atribuiu ao uso de inteligência e videomonitoramento uma redução de 40% nos crimes na Asa Norte desde o início de sua gestão.
“Eu estou satisfeita? Claro que não. Nós ainda temos violência todos os dias”, ponderou. A candidata prometeu manter a contratação de profissionais da segurança e reforçar o uso de tecnologia para compensar a defasagem dos efetivos.
Sobre as pessoas em situação de rua, Celina defendeu a chamada internação involuntária humanizada nos casos em que a pessoa representar risco para si mesma ou para terceiros. A medida faz parte de uma legislação aprovada pela Câmara Legislativa e já conta com protocolo de aplicação.
A governadora afirmou que já foram desobstruídos mais de 100 pontos ocupados no Plano Piloto, com a oferta de acolhimento e de auxílio para que pessoas voltem às cidades de origem. “Nós vamos retomar a cidade para as pessoas que estão morando nela e dar qualidade para aquelas pessoas que também precisam, que estão em situação de vulnerabilidade”, disse.
Contas públicas e educação
Celina afirmou ter encontrado desequilíbrio entre receitas e despesas ao assumir o governo. De acordo com a candidata, sua gestão reduziu em 25% os gastos com contratos e estabilizou as contas. Ela projetou uma sobra de R$ 3 bilhões em caixa até o fim do ano, destinada a investimentos, obras, escolas, creches e contratação de servidores.
Na educação, Celina atribuiu parte do desempenho do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aos critérios de reprovação adotados pela rede. Segundo ela, o foco da gestão será melhorar a aprendizagem, substituir professores temporários por concursados e valorizar os profissionais.
“O que nós precisamos focar é na aprendizagem, cada vez mais”, afirmou. Celina disse considerar a rede pública do DF uma das mais preparadas do país, especialmente no atendimento a estudantes autistas, mas admitiu a necessidade de melhorar o desempenho nas avaliações.
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