ELEIÇÕES 2026

Cappelli critica gestão do Fundo Constitucional e promete salvar o BRB

Candidato do PSB defendeu mudanças na administração do FCDF e investimentos em tecnologia. Sobre a situação do banco local, prometeu crédito do banco para pequenos empreendedores e um "choque de gestão"

Durante sabatina no Jornal de Brasília, Ricardo Cappelli (PSB), candidato ao Governo do Distrito Federal, afirmou que o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) está sob ameaça. Ele citou as investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, e prometeu um "choque de gestão" no banco local. 

“Quando o Brasil decidiu dar recursos adicionais ao DF, foi para o DF ser exemplo do Brasil. A saúde está em colapso, a educação andando para trás”, afirmou. Para o candidato, a defesa do fundo passa por uma mudança na condução do governo. “Para defender o Fundo Constitucional, nós temos que mudar esse governo. Temos que colocar no governo quem tenha credibilidade e quem vai colocar as políticas públicas como excelência no Brasil”, declarou.

Na área econômica, o candidato avaliou que o Distrito Federal depende atualmente de três principais vetores de desenvolvimento: o setor de serviços, a administração pública e a construção civil ligada ao mercado imobiliário. A proposta, segundo ele, é criar uma nova frente de crescimento baseada em inovação e tecnologia. “O que eu estou defendendo é que nós precisamos de um novo vetor relacionado à inovação e tecnologia, aproveitando as vocações naturais que nós temos: tecnologia da informação e comunicação e bioeconomia”, explicou.

Para transformar Brasília em um polo tecnológico, o candidato defendeu investimentos em pesquisa e no aproveitamento do capital humano existente no Distrito Federal. “Nós temos a maior concentração de mestres, doutores e PhDs per capita do Brasil. Nós temos a elite do funcionalismo público federal”, afirmou. Segundo ele, a qualificação profissional é uma vantagem competitiva da capital, mas falta planejamento para estimular o setor. “A principal coisa para transformar Brasília num Planalto do Silício, fazer daqui um polo de inovação e tecnologia, nós temos, que é capital humano de alto nível. O que falta é projeto, é investir nas pesquisas”, ressaltou.

Sobre a situação do BRB, o candidato afirmou que pretende transformar a instituição em um banco voltado ao desenvolvimento econômico do Distrito Federal, com ampliação do crédito para pequenos e médios empreendedores e microempreendedores individuais (MEIs). Ele prometeu adotar mudanças na gestão da instituição e disse que, caso assuma o governo, trabalhará para preservar o banco. “O BRB vai virar um banco do povo do Distrito Federal”, afirmou. “Eu vou acabar com a roubalheira no BRB, acabar com os privilégios e com esses patrocínios inexplicáveis, e dar um choque de gestão para ele voltar a ser um banco de desenvolvimento do Distrito Federal. Nós vamos salvar o BRB”, completou.

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