Morreu, neste sábado (12/9), a triatleta, diretora de relações institucionais e sócia do Instituto Feliciência, Rachel Furtado. Ela sofreu um mal súbito ao fazer atividades físicas no Parque da Cidade e, apesar de tentativas de reanimação por parte dos bombeiros, não resistiu. Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e enterro. Rachel Furtado tinha 46 anos, não deixou filhos, mas considerava Lucy, a cadela da raça beagle, como se fosse filha.
"A vida nos tira cedo demais alguém que fez muito por este instituto e por todos que passaram por aqui. Depois da partida da professora Carla Furtado, fundadora do Feliciência, foi Rachel quem seguiu com o legado dela com propósito e entrega de alma. Assumiu esse compromisso com dedicação e cuidado, mantendo vivo tudo aquilo em que as duas acreditavam. Nós, do instituto, sentimos muito e agradecemos o apoio e o carinho de todos neste momento", disse mensagem publicada nas redes sociais do instituto. Carla era tia de Rachel e faleceu em 2023 em decorrência de um AVC.
Rachel herdou o instituto e continuou o legado junto com Jenyfer Steidl, que já atuava no Feliciência e tornou-se sócia logo após o falecimento de Carla Furtado. Ela conduzia o Instituto com Rachel Furtado e segue como porta voz oficial. O Instituto Feliciência atua em saúde mental e felicidade no trabalho, com certificações para organizações públicas e privadas sobre segurança psicológica no trabalho, liderança segura, parentalidade nas organizações e outras temáticas. O Instituto Feliciência segue agora pelo comando de Jenyfer Steidl, diretora administrativa.
Conhecida como Chel, Rachel era aluna de corrida da assessoria DEL. Fez triatlo por muito tempo e nos últimos meses estava apenas nadando e correndo. Na manhã de sábado (12/9), ela correu parte do treino com a equipe no Parque da Cidade. Segundo relatos dos amigos da assessoria, estava tranquila, conversando, aparentemente feliz e bem sorridente. Inclusive divulgaram um vídeo dela de momentos antes do mal súbito, gravado por um dos alunos.
De acordo com os amigos, terminaram o treino e Rachel foi completar o del, que significa mais 1 km. Depois passou pela estrutura da assessoria, conversou com algumas pessoas e foi até o carro buscar o celular. Acredita-se que na volta para a estrutura ela passou mal. Isso porque Rachel não estava com a garrafa de água, que costumava carregar quando foi encontrada, porém, estava com o celular e a chave do carro.
Um dos alunos, chamado Fernando Sabino, foi quem a encontrou caída, junto com outra pessoa e chamaram socorro. Ele é médico e logo iniciou as primeiras manobras de ressuscitação. Fizeram os procedimentos de reanimação por aproximadamente 25 minutos até chegar o desfibrilador da ambulância. Depois, continuaram os primeiros socorros junto com os bombeiros e a equipe do SAMU.
Antes dos serviços, um outro médico apareceu. Ele tinha um equipamento no carro e conseguiram fazer uma manobra para entubar antes das ambulâncias chegarem. Com 49 minutos de tentativas de reanimação, Rachel voltou a ter pulso em ritmo normal e foi encaminhada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) , mas, chegando lá, Rachel teve outra parada cardiorrespiratória. Foi reanimada mais uma vez no hospital, em 5 minutos.
A família optou pela despedida em uma cerimônia íntima e preferiu não divulgar local e horário.
