A Justiça decidiu pela soltura de Lilson Rodrigues do Nascimento, 46 anos, acusado de atirar no vizinho após uma discussão por causa de estacionamento em Vicente Pires. A prisão preventiva foi convertida em domiciliar humanitária após a defesa apresentar laudos médicos que comprovaram problemas psiquiátricos.
Lilson estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda e foi solto neste domingo (20/9). Ao Correio, Carlos Roriso, advogado de defesa, afirmou que o acusado tentou suicídio por três vezes na cela.
O caso ocorreu em 15 de maio e vitimou Diego Gonçalves Camargo. A vítima foi baleada em um condomínio e, segundo a investigação da Polícia Civil à época, a briga começou por causa de carros estacionados em uma rua estreita do condomínio onde os dois moram.
Defesa
O advogado de Lilson narrou que, em 15 de maio, o acusado teria sido impedido de passar na rua com seu carro porque, segundo ele, a vítima e o sogro estacionaram os veículos em locais proibidos no condomínio. “Meu cliente foi pedir para tirarem os carros e o sogro da vítima xingou meu cliente. Nesse momento, a vítima agrediu fisicamente meu cliente na frente da esposa dele e do filho”, contou.
Ainda de acordo com o defensor, três dias depois Diego novamente estacionou o carro no local proibido e Lilson resolveu filmar para reclamar ao condomínio. Neste momento, afirma o advogado, os dois discutiram e Diego teria ameaçado bater em Lilson. Roriso disse que Lilson estava em surto por causa dos problemas psiquiátricos e, por isso, atirou.
