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'Gestão democrática deve ultrapassar muros da escola', diz Cappelli

Candidato do PSB defendeu participação da comunidade e citou experiência de escola integral no RJ

Ricardo Cappelli (PSB) defendeu, nesta segunda-feira (21/9), uma política de gestão democrática das escolas que, segundo ele, deve envolver não apenas professores, estudantes e responsáveis, mas toda a comunidade do entorno. A declaração ocorreu durante o debate promovido pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).

Ao responder à pergunta sobre a gestão democrática na rede pública, Cappelli afirmou que a escola é um espaço central de formação e convivência e que, em muitas regiões, representa um dos principais equipamentos públicos disponíveis à população.

“Você tem uma gestão democrática não só no que diz respeito ao conteúdo pedagógico, ao planejamento pedagógico, à participação nas decisões, mas uma gestão democrática que inclusive extrapole os muros da escola”, afirmou.

Cappelli relatou ter passado um ano e meio percorrendo diferentes cidades do Distrito Federal e afirmou ter observado que, em diversas regiões, as escolas funcionam como equipamentos públicos de referência para a população.

Na avaliação do candidato, a participação da comunidade pode ser ampliada para além das decisões relacionadas ao funcionamento pedagógico das unidades. Ele citou também questões relacionadas à segurança e à preservação dos espaços escolares.

Como exemplo, Cappelli mencionou as chamadas “Escolas de Paz”, experiência atribuída por ele à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com abertura das escolas nos fins de semana para atividades destinadas à comunidade.

Segundo o candidato, iniciativas desse tipo ajudam a criar vínculo dos moradores com as escolas e podem contribuir para reduzir problemas de violência no entorno. “Gestão democrática sempre conta com o meu apoio integral, não só para valorizar o que já existe, reforçar e ampliar”, declarou.

Cappelli citou também uma experiência que, segundo ele, acompanhou durante três anos na Prefeitura de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, durante a gestão do então prefeito Lindbergh Farias. O candidato relatou a implantação do programa “Escola Bairro”, baseado na ampliação do uso dos espaços escolares e na integração com equipamentos públicos e privados do entorno.

Segundo Cappelli, a proposta buscava oferecer educação em horário integral mesmo diante das limitações para construir escolas com todos os equipamentos necessários dentro de uma mesma unidade. “Conseguimos fazer escola integral, escola de qualidade, transbordando a escola para fora dos muros da escola, em parceria com a sociedade”, afirmou.

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