
José Roberto Arruda (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (21/9), que o principal problema da educação pública não é a falta de recursos, mas a definição de prioridades e a gestão do orçamento do Distrito Federal. A declaração ocorreu durante debate promovido pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).
Questionado sobre a redução de recursos previstos para a educação e sobre como pretende garantir prioridade à área diante da crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, Arruda afirmou que o orçamento atual do DF é superior ao que administrava quando esteve à frente do governo. “O problema não é a falta de dinheiro. O problema é a falta de gestão e a escolha de prioridades”, afirmou.
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Na avaliação do candidato, decisões relacionadas ao caso Master teriam ocupado espaço que poderia ser destinado a áreas como saúde e educação. “As consequências dessa escolha equivocada de prioridades” seriam, segundo Arruda, problemas nas duas áreas. “Significa menos médicos, menos professores, salários achatados. É isso. E caos na saúde e o caos na educação são consequências dessa escolha equivocada de prioridades”, declarou.
O candidato também afirmou que o governo atualmente gastaria cerca de R$ 1 bilhão por ano com aluguel. Ele comparou o número de cargos comissionados e secretarias da administração atual com os existentes durante sua gestão. “Hoje tem 27 mil cargos comissionados, não concursados. Eu tinha 10 mil. Hoje tem 37 secretarias, eu tinha 18”, disse.
Segundo Arruda, a expansão da estrutura administrativa teria ocorrido em detrimento das chamadas atividades-fim do governo.
Como proposta, o candidato afirmou que pretende repetir uma estratégia adotada em sua gestão anterior: reduzir o tamanho da máquina pública e direcionar os recursos para áreas consideradas prioritárias. “O que eu pretendo fazer? O que eu fiz anteriormente, enxugar a máquina pública, produzir no primeiro ano um superávit de R$ 5 bilhões e investir mais, com urgência, na saúde e na educação”, afirmou.
Na réplica, Arruda também voltou à discussão sobre a nomeação de servidores aprovados em concursos públicos. Ele afirmou que pretende realizar uma posse coletiva para os concursados da educação e da saúde em 6 de janeiro, caso seja eleito. “Minha posse vai continuar conjunta e eu vou nomear todos, sem exceção, profissionais da educação concursados”, declarou.
Cidades DF
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