Candidato a deputado federal pela primeira vez, Costa Neto (MDB) participou do Podcast do Correio, da última sexta-feira (25/9), e defendeu os direitos dos servidores públicos do Judiciário, categoria que representa como presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e Ministério Público da União no DF; das Justiças Federal e Eleitoral do Acre, Rondônia e Roraima e do Judiciário Federal do Tocantins (Sindjus). Além do fortalecimento do serviço público, Costa Neto propõe políticas públicas para idosos, pais e mães atípicas, direitos dos animais, entre outros.
Conte um pouco da sua trajetória.
Cursei agronomia, cursei enfermagem, depois medicina e, em 1993, minha esposa veio para Brasília fazer direito aqui e me inscreveu num concurso da Justiça Federal. Eu vim fazer esse concurso, passei e aí deixei o Piauí com o objetivo de crescer na vida, de constituir família. Morei no Guará, em Taguatinga e no Sudoeste. Fiquei durante 11 anos na quinta Vara Federal e, posteriormente, assumi o cargo de analista no TRF. Fui chefe de cartório da 15ª, da 19ª Zona Eleitoral e fundei a 19ª Zona Eleitoral. Depois, fui para a corregedoria do TRE e, nesse meio terpo, fui eleito presidente do Sindjus, pelo primeiro mandato, em 2015.
O que o senhor conquistou de avanços para a categoria à frente do sindicato?
Quando assumimos, nossa carreira estava havia cerca de 10 anos sem reajuste salarial. Algo inacreditável. De lá para cá, a gente conseguiu alguns reajustes importantes. Fizemos uma grande greve em 2015, que durou cerca de 166 dias. Conseguimos aprovar um reajuste de 56%, mas foi vetado. E aí nós trabalhamos para para derrubar esse veto. Por seis votos, a gente não conseguiu derrubá-lo. Em 2016, conseguimos um reajuste salarial de 41%. Conseguimos outros reajustes também. A gente conseguiu quase dobrar o salário dos servidores, mas tivemos perdas devido à inflação.
Por que resolveu se candidatar?
Há uma visão, hoje, de que tanto o serviço público como os servidores não têm representação no Congresso Nacional. Não há uma defesa do serviço público veemente, que realmente esteja preocupado com o serviço de qualidade para a população. Nossa frente parlamentar identificou isso e iniciou uma campanha de voto consciente para incentivar a busca de alternativas de colegas do serviço público que realmente assumam esse compromisso: de defender o serviço público como uma defesa da sociedade, como uma defesa de que realmente a gente leve para ponta os serviços mais necessários à população e que esses serviços sejam de qualidade. Foi baseado nisso, e também na minha própria experiência, observando a via-crúcis que é o dia-a-dia no Congresso Nacional. A gente aprendeu a trabalhar lá dentro, porque eu estou lá desde que assumi, em 2015, fazendo esse trabalho. A gente já conhece os meandros do Congresso Nacional, tanto na Câmara quanto no Senado, no sentido de trabalhar para alcançar os objetivos, as metas e os projetos que são colocados lá.
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