Finados

Sob sol forte, visitantes movimentam cemitério da Asa Sul no Dia de Finados

Brasilienses levam flores, velas e orações ao Campo da Esperança, na Asa Sul. Mudanças no trânsito dificultaram o acesso de motoristas ao local

Nem o sol forte afastou os visitantes do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, nesta segunda-feira (2/11), Dia de Finados. Ao longo do dia, brasilienses foram ao local para visitar entes queridos e prestar homenagens a familiares e amigos que já morreram.

O advogado Fabiano Ribeiro Campos, de 41 anos, visita o cemitério todos os anos para homenagear parentes dos lados paterno e materno, além de amigos. “Para quem cultiva a espiritualidade, esse plano terreno é só uma passagem. As pessoas que passam por aqui não somem, não desaparecem. Elas transcendem para um mundo espiritual, onde continuam existindo, continuam sentindo”, afirmou.

“É um dia muito importante para fazer esse ato de gratidão, respeito e carinho por todos aqueles que passaram por aqui e conviveram com a gente — ou até mesmo por antepassados mais antigos, porque, se não fossem eles, a gente não estaria aqui”, destacou o advogado.

Ana Carolina Alves/CB/D.A.Press - Eles levam flores e velas e aproveitam a data para recordar os momentos vividos com quem morreu

A cuidadora Daiane Silva, de 32 anos, e o marido, Cristiano Souza, de 38, também visitam o cemitério todos os anos para homenagear familiares e matar a saudade. Eles levam flores e velas e aproveitam a data para recordar os momentos vividos com quem morreu. “É um pouco triste, porque a gente sabe que não vai ver mais a pessoa. Mas também é dia de lembrar do que foi bom, dos momentos que a gente viveu com ela”, contou Cristiano.

A tradição veio da família de Cristiano e foi mantida pelo casal. Neste ano, Daiane também foi ao local para visitar a filha da patroa, que está muito abalada e não conseguiu comparecer. “Para não ficar só, porque ela ainda está muito triste, eu venho prestar essa homenagem”, explicou.

Trânsito

Quem foi de carro ao Cemitério Campo da Esperança enfrentou dificuldades para acessar o local. O balão de acesso e a entrada principal foram fechados para controlar o fluxo de veículos.

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