INOVAÇÃO

Pacientes paraplégicos voltam a andar após implante na coluna vertebral

O feito foi possível por conta das estimulações nervosas emitidas pelo dispositivo

Correio Braziliense
postado em 07/02/2022 22:17 / atualizado em 07/02/2022 22:18
O equipamento ativa músculos do tronco e das pernas da pessoa ao emitir leves descargas elétricas -  (crédito: Vinicius de Melo/Agência Brasília)
O equipamento ativa músculos do tronco e das pernas da pessoa ao emitir leves descargas elétricas - (crédito: Vinicius de Melo/Agência Brasília)

Mais uma vez a ciência surpreende ao revolucionar a qualidade de vida das pessoas. Um implante na coluna que emite estimulações nervosas possibilitou que três homens paraplégicos recuperassem as funções motoras. Eles voltaram a andar depois que o dispositivo implantado conseguiu estimular nervos abaixo da lesão na medula espinhal e possibilitou aos pacientes ficar de pé, nadar e andar de bicicleta.

Os resultados positivos foram observados ainda na primeira hora depois do implante dos protótipos, em que os pacientes conseguiram dar os primeiros passos. Em seis meses, eles recuperaram capacidades mais avançadas, de acordo com o estudo publicado na Revista Nature.

O dispositivo é macio, flexível e do tamanho de um marca-passo e adaptável a cada paciente. O implante é feito no topo dos nervos da medula espinhal, embaixo das vértebras e os próprios pacientes conseguem comandar as ações por meio de um tablet ou smartphone, conectado ao aparelho implantado. Com um simples toque, é possível selecionar o comando desejado, como andar, sentar, nadar, e um estímulo é enviado ao dispositivo, que possibilita a execução.

De modo geral, o equipamento ativa músculos do tronco e das pernas da pessoa ao emitir leves descargas elétricas. Para funcionar, contudo, o implante precisa de pelo menos 6 centímetros de medula espinhal saudáveis abaixo da lesão.Para fazer as primeiras aplicações em humanos, a equipe de cientistas responsável pelo estudo escolheu três pessoas com lesão completa na medula espinhal acima da 11.ª vértebra, o que significa que os últimos 6 centímetros da medula espinal estavam intactos.

Vale lembrar que os homens haviam sofrido as lesões após acidentes automotores.

Agora os resultados deverão ser confirmados em estudos maiores, um novo teste deverá ser lançado envolvendo 70 a 100 pacientes, principalmente nos Estados Unidos. A expectativa é que isso aconteça em cerca de um ano.

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