
Usada em praticamente todos os países e entendida em qualquer idioma, a palavra "OK" é uma das mais populares do planeta. Com apenas duas letras, simples e versátil, tudo que indica que ela nasceu de uma brincadeira linguística dos Estados Unidos, antes de se tornar um fenômeno global.
De Toronto a Timbuktu, de Buenos Aires a Bangkok, poucas palavras são tão reconhecidas quanto "OK". Ela pode significar que algo está bom, aceitável, resolvido ou apenas entendido. Serve como resposta, confirmação, interjeição ou até vício de linguagem. A expressão já foi utilizada até mesmo na Lua.
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Apesar de ser comum, a palavra sempre foi um mistério. Por muito tempo, linguistas discutiram de onde ela teria vindo. Surgiram teorias como sendo de origem grega, africana, indígena, alemã, latina, escocesa e até ligada ao telégrafo ou à indústria naval. No entanto, nenhuma delas foi comprovada.
A explicação mais aceita hoje diz que em 1839, um linguista chamado Allen Walker Read encontrou o registro mais antigo da palavra em um jornal da época, o Boston Morning Post. Ali, a expressão apareceu abreviada como "oll korrect", uma forma propositalmente errada de escrever "all correct" ("Tudo correto", em português).
Naquela época, nos Estados Unidos, existia um costume de criar abreviações e, ao mesmo tempo, errar a grafia de propósito, como uma espécie de piada.
Em 1840, durante a eleição presidencial dos Estados Unidos, os apoiadores do então presidente Martin Van Buren passaram a se chamar "Clube OK", em referência ao apelido do político: "Old Kinderhook", por causa de sua cidade natal, em Nova York. A sigla ganhou visibilidade nacional, foi repetida em jornais, cartazes e discursos.
A partir daí, a palavra se espalhou pelo mundo. Diferente de “bom”, “ótimo” ou “excelente”, o “OK” tem como característica a neutralidade. Ele permite concordar ou aceitar algo sem expressar emoção ou julgamento.
“Antes de 1839, o inglês já tinha várias formas de dizer sim. O que o OK trouxe foi uma maneira simples e neutra de concordar”, explicou o linguista Allan Metcalfe, autor de um livro sobre o tema.

Ciência e Saúde
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