Caminhar um pouco mais, levantar da cadeira com mais frequência ou reduzir o tempo sentado ao longo do dia pode ter um impacto maior do que se costuma imaginar. Um estudo internacional publicado na revista científica The Lancet indica que um pequeno acréscimo na quantidade de atividade física diária — cerca de cinco minutos — está associado a uma queda relevante no risco de morte prematura.
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A pesquisa analisou dados de mais de 135 mil adultos acompanhados por cerca de oito anos, em diversos países. Durante esse período, os cientistas cruzaram informações sobre níveis reais de movimento e comportamento sedentário com a ocorrência de óbitos, estimando quantas mortes poderiam ser evitadas com mudanças simples na rotina.
Em vez de apenas responder a questionários, todos os participantes usaram acelerômetros, dispositivos semelhantes aos sensores presentes em relógios inteligentes, capazes de registrar cada movimento ao longo do dia. Assim, foi possível saber com precisão quanto tempo cada pessoa passava sentada, em atividades leves ou em exercícios de intensidade moderada a vigorosa.
Os resultados chamaram a atenção dos pesquisadores. Entre pessoas que praticavam cerca de 17 minutos diários de atividade moderada, acrescentar apenas cinco minutos reduziu em até 10% o risco de morte prematura por todas as causas. Já entre os indivíduos mais sedentários, que eram fisicamente ativos por apenas seis minutos por dia, o mesmo aumento foi associado a uma queda de cerca de 6%.
Movimentos leves
Ficar muito tempo sentado também é ruim para a saúde. Para adultos que passam em torno de 10 horas por dia nessa posição, reduzir esse período em 30 minutos diminui 7% o risco de morte. Para os cientistas, as descobertas reforçam uma mudança de perspectiva na ciência da atividade física. Não apenas exercícios intensos contam, movimentos leves e pausas também têm impacto mensurável na saúde.
Os pesquisadores alertam, no entanto, para as limitações da pesquisa. Por se tratar de um estudo observacional, eles destacam que não é possível afirmar causalidade direta. Além disso, a amostra envolve majoritariamente adultos acima dos 40 anos, residentes em países de alta renda.
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