CERÉBRO

Nova descoberta revela estrutura inédita de defesa do cérebro

Células até então desconhecidas podem mudar a forma como a ciência entende a defesa do sistema nervoso

"Descobrimos uma nova linha de defesa para o cérebro", explica o professor Vandenbroucke - (crédito: - Dominio Publico/hippopx.com)

Pesquisadores da Bélgica identificaram uma nova população de células que atuam na proteção do cérebro humano. A descoberta, publicada na revista Nature Neuroscience, amplia a compreensão sobre como o órgão se defende contra substâncias nocivas e processos inflamatórios.

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Considerado uma das estruturas mais complexas do corpo humano, o cérebro possui múltiplas barreiras de proteção que funcionam como filtros contra substâncias nocivas e patógenos. Uma das barreiras mais importantes, porém, menos conhecida é o plexo coroide, que envolve e protege o sistema nervoso central.

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Para investigar essa questão, pesquisadores do Instituto Vlaams de Biotecnologia (VIB) e da Universidade de Ghent identificaram células chamadas de “células da barreira basal” que funcionam como um “portão inteligente”, formando uma vedação molecular capaz de bloquear até mesmo moléculas pequenas. Elas regulam o que pode atravessar entre o plexo coroide, o líquido cefalorraquidiano e o cérebro.

No entanto, em situações de inflamação sistêmica, essa barreira pode se tornar mais vulnerável, permitindo a entrada de substâncias nocivas no sistema nervoso.

A pesquisa foi liderada pela professora Roosmarijn Vandenbroucke e utilizou técnicas avançadas de sequenciamento genético e microscopia de alta resolução.

“Essas células formam um portão inteligente e dinâmico em um local que não tínhamos compreendido completamente. É empolgante porque não só responde a uma questão anatômica fundamental, como também nos dá um novo alvo para a compreensão das doenças cerebrais”, explica a pesquisadora.

Até então desconhecida, a chamada barreira basal abre uma nova via para entender como o sistema imunológico interage com o cérebro. A descoberta pode contribuir, no futuro, para o desenvolvimento de estratégias capazes de fortalecer essa proteção e auxiliar no tratamento de doenças neurológicas.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

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postado em 12/02/2026 19:32
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