O mundo acompanhará, nas primeiras horas de 3 de março de 2026, um eclipse lunar total, fenômeno que deixa a Lua com tonalidade avermelhada intensa, popularmente chamada de “Lua de sangue”. No Brasil, porém, a observação será apenas parcial e restrita a determinadas regiões.
O eclipse ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Esse alinhamento só é possível durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua atravessa completamente a parte mais escura da sombra terrestre, chamada de umbra, ocorre o eclipse total, momento em que o disco lunar adquire coloração vermelho-alaranjada.
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A tonalidade avermelhada surge porque, mesmo totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua continua recebendo parte da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre. Nesse processo, os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, se dispersam com mais facilidade, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e atingir a superfície lunar.
Fora do Brasil, o eclipse total poderá ser observado ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite na região do Pacífico e no início da manhã na América do Norte, na América Central e no extremo oeste da América do Sul. Já na Ásia Central e em grande parte da América do Sul, incluindo o território brasileiro, o fenômeno será parcial. Não haverá eclipse visível na África nem na Europa.
Diante do interesse público pelo tema, o Observatório Nacional esclarece informações sobre o fenômeno e também sobre o chamado “alinhamento planetário”, expressão que tem circulado nas redes sociais. “Diante do grande interesse da população acerca do alinhamento planetário, o Observatório Nacional, cumprindo sua missão de divulgação da ciência e combate à desinformação, explica neste documento o que é o fenômeno”, informou o astrônomo Gabriel Hickel, professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e parceiro da instituição no programa “O Céu em Sua Casa”.
Segundo o especialista, um alinhamento planetário ocorre quando três ou mais planetas ficam aproximadamente alinhados no espaço. Como as órbitas do Sistema Solar estão quase no mesmo plano e cada planeta possui período orbital distinto, esse tipo de configuração é relativamente comum. Do ponto de vista da observação a partir da Terra, os astros não formam uma linha perfeitamente reta. “Quando vemos um alinhamento planetário aqui da Terra, não os veremos formando uma linha reta, mas sim mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu, já que nós, na Terra, estamos sobre a linha. É como observar uma fila de pessoas ou de carros, estando nela”, explicou Gabriel Hickel.
Entre os dias 18 e 28 de fevereiro, o que poderá ser visto no céu brasileiro, segundo o Observatório, não corresponde a um alinhamento planetário autêntico. Nesse período, Lua, Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter estarão visíveis simultaneamente logo após o pôr do Sol. Netuno e Urano também estarão na mesma faixa do céu, mas não poderão ser observados a olho nu.
A configuração poderá ser vista em todo o Brasil, desde que o observador tenha um horizonte oeste desimpedido. Por volta das 19h, o céu já estará suficientemente escuro para a visualização. Vênus e Mercúrio aparecerão muito próximos do horizonte e deverão ser visíveis por poucos minutos. Saturno poderá ser observado até cerca de 20h, enquanto Júpiter estará mais alto no céu e será o astro mais brilhante da noite, depois da Lua.
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