Cientistas encontraram uma "galáxia fantasma" no espaço chamada de CDG-2, ela é quase invisível porque. Ao contrário das outras galáxias, que brilham muito, essa tem pouquíssimas estrelas. A Nasa publicou essa história recentemente, em fevereiro.
O artigo científico foi liderado pelo cientista e pesquisador David Li, e contou com diversos especialistas de Universidades no Canadá, nos Estados Unidos, na Europa e em Israel. Em junho de 2025, os pesquisadores relataram ter encontrado quatro pequenas “bolinhas brilhantes” de estrelas, chamadas aglomerados globulares, que pareciam estar “andando juntas” no escuro. Eles perceberam que essas bolinhas estavam presas a uma galáxia composta majoritariamente por matéria escura.
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A matéria escura funciona como uma espécie de cola invisível, não brilha e não reflete luz, mas tem força gravitacional suficiente para manter estruturas cósmicas unidas, sendo tão incomum que 99% de tudo o que ela possui é invisível.
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Essa galáxia é especial porque foi a primeira a ser descoberta apenas por causa de seus aglomerados de estrelas, sem que ninguém tivesse visto o restante dela anteriormente, além de estar localizada muito distante, em uma região chamada de Aglomerado de Perseu, que fica a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra.
Potência de matéria escura
O que torna a CDG-2 extraordinária é sua composição. Enquanto a Via Láctea tem mais de 150 aglomerados globulares, a CDG-2 sobrevive com apenas quatro e ainda assim, ela permanece unida graças a uma enorme quantidade de matéria escura, uma forma de matéria que não emite, reflete ou absorve luz.
As análises mostram que:
- 99,9% da sua massa é composta por matéria escura
- Seu brilho total equivale a apenas 6 milhões de sóis, algo extremamente fraco para os padrões galácticos
- Cerca de 16% a 33% de toda a sua luz visível vem apenas daqueles quatro aglomerados de estrelas
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O trio de telescópios
Para ter certeza da existência dessa galáxia, os cientistas utilizaram três telescópios potentes: Hubble, Euclid e Subaru. Com eles, foi possível detectar um brilho extremamente fraco, como se fosse uma fumaça de estrelas ao redor das quatro bolinhas.
- O Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) forneceu imagens de alta resolução que permitiram identificar os aglomerados globulares.
- O Telescópio Euclid (ESA) foi fundamental para detectar o brilho difuso e extremamente tênue das estrelas espalhadas ao redor desses aglomerados, confirmando que ali existia, de fato, uma galáxia.
- Complementando os dados, o Telescópio Subaru, localizado no Havaí, ajudou a validar a natureza 'fantasmagórica' do objeto.
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O próximo passo: James Webb
A confirmação definitiva da distância e da natureza da CDG-2 agora depende de novas observações com o telescópio mais potente já construído, o James Webb (JWST), que opera em infravermelho.
A expectativa é de que o observatório consiga medir a velocidade das estrelas desses aglomerados, permitindo confirmar se elas realmente estão presas a um enorme halo de matéria escura.
Se confirmada, a CDG-2 poderá se tornar um dos exemplos mais extremos de galáxia dominada por matéria escura já observado no universo.
*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer
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