Uma das principais doenças dermatológicas na infância, a dermatite atópica pode afetar até 20% de meninos e meninas em todo o mundo, percentual que, no Brasil, varia entre 5% e 13%, dependendo da região. Agora, um estudo de fase 3 que avaliou a segurança e a eficácia do imunobiológico lebriquizumabe, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostrou que a substância melhorou significativamente a pele dos pacientes pediátricos (63%), sendo que 35% tiveram um alívio robusto na coceira (mais de quatro pontos em uma escala que mede o nível de prurido.
No estudo, os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: placebo ou dose de lebriquizumabe ajustada para o peso corporal. Quinze antes do início da pesquisa e ao longo das 16 semanas de tratamento, os pacientes também utilizaram corticoides tópicos. Além da eficácia, a substância mostrou-se segura para pacientes pediátricos.
“Apesar da alta prevalência de dermatite atópica moderada a grave em bebês e crianças pequenas, eles têm menos opções de tratamento aprovadas do que adultos e adolescentes”, afirmou Amy Paller, M.D., chefe do Departamento de Dermatologia da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, e pesquisadora do estudo. “Os resultados trazem esperança para esses jovens pacientes, oferecendo melhora significativa da condição da pele e da coceira com um medicamento altamente seletivo, que atua diretamente na inflamação subjacente que impulsiona essa doença crônica.”
O estudo de fase três incluiu 363 bebês e crianças acima de 6 meses. Com o resultado, a indicação do medicamento poderá ser ampliada, informou o laboratório Eli Lilly and Company, que detém a patente do imunobiológico.
