
A chuva de meteoros Líridas, considerada um dos fenômenos astronômicos mais antigos já registrados, terá seu pico de atividade entre a madrugada do quarta-feira (22/4). O espetáculo poderá ser observado em diferentes partes do país e promete momentos de grande beleza para quem estiver disposto a olhar para o céu durante a madrugada. O auge da atividade acontece justamente nesse período e os especialistas indicam que a observação deve começar a partir das duas da manhã (horário de Brasília), quando as condições são mais favoráveis.
O fenômeno ocorre todos os anos quando a Terra atravessa uma área do espaço repleta de fragmentos deixados pelo cometa C/1861 G1 Thatcher. Além do espetáculo visual, o estudo desses fragmentos ajuda pesquisadores a compreender melhor a composição dos cometas e a dinâmica do Sistema Solar.
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As condições de 2026 favorecem a observação, já que a fase da Lua terá pouca interferência e o céu estará mais escuro durante as horas de maior atividade. Em locais com baixa poluição luminosa será possível ver em média de 15 a 20 meteoros por hora. Embora não seja uma das chuvas mais intensas do calendário astronômico, a Líridas é conhecida por apresentar meteoros rápidos e brilhantes, além de ocasionais picos inesperados. Em anos anteriores já foram registrados surtos repentinos que aumentaram o número de meteoros visíveis.
O melhor horário para acompanhar o fenômeno no Brasil é a partir do começo da madrugada. Nesse momento o ponto de origem aparente dos meteoros, chamado de radiante, começa a surgir no horizonte. Ele está localizado na constelação de Lira, próxima à estrela Vega, uma das mais brilhantes do céu noturno e que pode servir como referência para os observadores. Quem tiver dificuldade em localizar a constelação pode usar aplicativos de mapa celeste no celular, que ajudam a identificar estrelas e constelações em tempo real.
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Especialistas do Observatório Nacional recomendam buscar locais afastados de centros urbanos, como praias ou áreas rurais, para reduzir os efeitos da poluição luminosa. Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos, já que a observação a olho nu é a forma mais indicada.
*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe

Ciência e Saúde
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