Comemorado em 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater o sedentarismo e promover bons hábitos de vida. A data incentiva a prática de pelo menos 30 minutos diários de exercícios moderados para adultos, ou de 150 a 300 minutos semanais, e uma hora para crianças.
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Recentemente, um estudo feito com cerca de 96 mil pessoas comparou os benefícios de atividades leves com exercício físico vigoroso e o risco subsequente de oito doenças principais. O trabalho, publicado no European Heart Journal, descobriu que mesmo breves períodos de atividade mais intensa, como correr para pegar o ônibus, reduziam o risco de doenças e morte em geral, mas eram, sobretudo, protetores contra doenças inflamatórias, incluindo artrite; problemas cardiovasculares graves, como ataque cardíaco e acidente vascular cerebral; e demência.
Para a pesquisa, cada participante usou um acelerômetro no pulso durante uma semana para medir movimentos com precisão, incluindo breves períodos de atividade vigorosa que as pessoas frequentemente esquecem. Os cientistas usaram essas medições para quantificar os exercícios de cada pessoa a proporção de atividade que foi vigorosa o suficiente para causar falta de ar.
Ao comparar esses dados com a probabilidade de morte ou desenvolvimento de oito doenças graves nos sete anos seguintes, descobriram que pessoas que se dedicavam mais a atividades vigorosas apresentavam riscos substancialmente menores para todas as condições.
Quem fazia exercícios mais intensos tinha um risco 63% menor de desenvolver demência, 60% menos chances de diabetes tipo 2 e 46% menor risco de morte por quaisquer causas. Esses benefícios foram vistos mesmo quando a atividade durava pouco tempo. Em doenças inflamatórias como artrite e psoríase, a intensidade era praticamente o único fator relevante para a redução. Para outras, como diabetes e doença hepática crônica, tanto a quantidade quanto a intensidade eram importantes.
Comprovação
Segundo Gabriela Passos Arantes médica especialista em estilo de vida e integrante da plataforma Inki de consultas, os dados reforçam algo que já vinha sendo sugerido por outras pesquisas: a intensidade da atividade física também importa. “Este estudo, com quase 100 mil participantes, mostrou que pessoas que incluíam mais atividades vigorosas na rotina tinham menor risco de desenvolver várias doenças, mesmo sem necessariamente se exercitar por mais tempo.”
Segundo Passos, isso é especialmente relevante porque torna a recomendação mais prática. “Nem sempre é possível reservar uma hora por dia para se exercitar, mas muitas pessoas conseguem incluir alguns minutos de caminhada mais rápida, subir escadas ou fazer uma atividade um pouco mais intensa ao longo do dia. Esses pequenos momentos parecem ter impacto importante na saúde”, afirma a médica.
Conforme a educadora física Gracielle Gonçalves, da Academia D'stak, de Brasília, na rotina de treinos, o nível de esforço pode ser medido tanto pela percepção da pessoa, por meio da Escala de Borg, quanto pela frequência cardíaca. “A Escala de Borg permite que a pessoa avalie o quão intenso está o exercício a partir das sensações do próprio corpo, enquanto o uso do frequencímetro — aparelho que mede os batimentos por minuto — ajuda a monitorar com precisão o estímulo cardiovascular.”
