A ciência brasileira está mais acessível para o público. Com a versão ampliada da plataforma BrCris, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), é possível encontrar dados de 1,5 milhão de pesquisadores e cerca de 16 milhões de registros científicos, incluindo artigos acadêmicos, dissertações, livros, softwares e patente.
Segundo os coordenadores do projeto, a proposta é aproximar a produção acadêmica da sociedade, de especialistas e gestores públicos. “Com a adoção de uma nova solução tecnológica, conseguimos ampliar significativamente o volume de dados processados e, ao mesmo tempo, incorporar um número muito maior de pesquisadoras e pesquisadores, refletindo com mais fidelidade a dimensão do ecossistema científico nacional”, diz Marcel Souza, coordenador de Tratamento, Análise e Disseminação da Informação Científica do Ibict.
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Na prática, o BrCris funciona como um ecossistema digital da ciência brasileira. A plataforma integra dados oriundos de sistemas como a Plataforma Lattes, a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), o Oasisbr, bases da Capes e repositórios científicos internacionais. O objetivo é reduzir a fragmentação das informações e facilitar o acesso ao conhecimento produzido no país.
Simplificação
Para pesquisadores, a ferramenta pode simplificar buscas por especialistas, grupos de pesquisa e produção acadêmica. Para gestores públicos, o sistema abre a possibilidade de formular políticas científicas e monitorar investimentos em pesquisa. Já para a população em geral, a expectativa dos desenvolvedores do sistema é aumentar a transparência sobre o que é produzido nas universidades e centros científicos brasileiros.
A nova versão do BrCris também traz mudanças tecnológicas importantes. O sistema deixou de utilizar a plataforma internacional VIVO, adotada anteriormente, e passou a operar com uma infraestrutura desenvolvida pela própria equipe do projeto, baseada em tecnologias abertas. Segundo os responsáveis, a mudança melhora a capacidade de processamento de dados e permite atualizações mais rápidas e frequentes.
Outra novidade é a ampliação das ferramentas de busca e visualização. Agora, usuários podem explorar redes de colaboração entre pesquisadores, identificar conexões entre instituições e acompanhar trajetórias acadêmicas de maneira mais intuitiva. Também foram incluídos mecanismos para reportar inconsistências ou erros nos registros, numa tentativa de tornar o banco de dados mais confiável e dinâmico.
Valorização
No lançamento, Marcel Souza afirmou que a proposta é representar “com mais fidelidade a dimensão do ecossistema científico nacional”. Já Washington Segundo, coordenador-geral de Informação Científica e Técnica do instituto, classificou o BrCris como “um esforço coletivo de valorização da ciência nacional”.
Além do uso acadêmico, o sistema pode funcionar como instrumento de memória científica. A plataforma preserva registros de pesquisas, orientações, vínculos institucionais e publicações ao longo do tempo, permitindo acompanhar a evolução da ciência brasileira e das redes de colaboração construídas entre universidades e centros de pesquisa.
O acesso ao BrCris é gratuito e aberto ao público. A expectativa do governo é que novas atualizações sejam incorporadas gradualmente, incluindo expansão das bases integradas e aprimoramento das ferramentas analíticas.
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