Sistema Solar

Nasa detecta metano pela primeira vez em cometa interestelar

Descoberta no cometa 3I/ATLAS indica composição incomum e pode ajudar cientistas a entender outros sistemas planetários

A imagem mostra o cometa interestelar 3I/ATLAS visto pelo MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) do Telescópio Espacial James Webb da Nasa -  (crédito: Reprodução/Nasa)
A imagem mostra o cometa interestelar 3I/ATLAS visto pelo MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) do Telescópio Espacial James Webb da Nasa - (crédito: Reprodução/Nasa)

O Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, detectou pela primeira vez gás metano no cometa interestelar 3I/ATLAS, um objeto vindo de fora do Sistema Solar. A descoberta foi divulgada pela agência espacial norte-americana na e publicada na revista científica The Astrophysical Journal Letters na segunda-feira (1°/6).

O 3I/ATLAS foi descoberto em 2025 e está apenas de passagem pelo Sistema Solar. Por isso, cientistas têm aproveitado a oportunidade para estudá-lo antes que ele siga a trajetória rumo ao espaço interestelar.

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As observações foram realizadas pelo instrumento de infravermelho médio do telescópio Webb em dezembro, quando o cometa já se afastava do Sol após atingir o ponto mais próximo de sua órbita.

Segundo a Nasa, esta é a primeira vez que o metano é identificado diretamente em um visitante interestelar. Os pesquisadores acreditam que o gás permaneceu preservado abaixo da superfície do cometa e só foi liberado quando o calor do Sol alcançou camadas mais profundas do objeto.

Além do metano, o Webb confirmou que o 3I/ATLAS tem uma quantidade incomum de dióxido de carbono em comparação com os cometas do Sistema Solar. A combinação dos dois gases sugere que o objeto se formou em um ambiente muito diferente daquele que deu origem à maioria dos cometas conhecidos.

Os cientistas também observaram uma redução significativa na emissão de gases à medida que o cometa se afastava do Sol. A produção de vapor de água apresentou a queda mais acentuada, comportamento considerado esperado devido ao resfriamento gradual da superfície do objeto.

As medições foram feitas com um espectrômetro capaz de identificar a composição química dos gases liberados pelo cometa e mapear sua distribuição ao redor do núcleo.

De acordo com a agencia espacial norte-americana, o estudo de objetos interestelares como o 3I/ATLAS ajuda a compreender melhor como diferentes sistemas planetários se formam e evoluem no universo. O cometa não representa qualquer risco para a Terra.

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postado em 02/06/2026 20:58
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