ASTRONOMIA

Nasa vai lançar missão para impedir que telescópio caia na Terra

Telescópio Neil já perdeu mais de 200 quilômetros de altitude em relação à época que foi lançado

Na época em que foi lançado, o Neil operava em uma altitude de quase 600 quilômetros de altitude em relação a crosta terrestre -  (crédito: Divulgação/Nasa)
Na época em que foi lançado, o Neil operava em uma altitude de quase 600 quilômetros de altitude em relação a crosta terrestre - (crédito: Divulgação/Nasa)

A Nasa, agência espacial norte-americana, está planejando uma missão para “salvar” o Telescópio Neil, que orbita o planeta Terra e recentemente teve uma perda de altitude significativa e corre o risco de voltar à atmosfera terrestre ainda este ano. O telescópio Neil está no espaço desde 2004, ano em que foi lançado para observar áreas extremas do Universo.

A ideia dos norte-americanos é lançar um tipo de nave robótica que depois de encontrar, ainda tem que capturar e impulsionar o telescópio para uma distância maior da órbita terrestre. O Neil foi desenvolvido para detectar explosões de raio gama em diferentes áreas do espaço. Esse tipo de evento é tão potente que, em poucos segundos, pode gerar mais energia que o Sol emitirá ao longo de toda existência.

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Na época em que foi lançado, o Neil operava em uma altitude de quase 600 quilômetros de altitude em relação a crosta terrestre. No entanto, depois de mais de vinte anos de operação, o telescópio teve a órbita degradada de forma gradual, se encontrando hoje em uma altitude de aproximadamente 370 quilômetros.

O Telescópio Neil teve ao longo da trajetória no espaço momentos de glória como a detecção de mais de 2 mil explosões de raio gama, além da descoberta de alguns elementos pesados no espaço como ouro e platina. Desde 2024 os cientistas da Nasa haviam identificado que o Neil apresentava problemas graves em relação a altitude que vinha perdendo.

Os pesquisadores explicam que um dos fatores mais determinantes para essa perda brusca de altitude do telescópio estaria relacionado a recentes ciclos solares que aconteceram de forma mais intensa que o previsto. Durante esses períodos, a órbita da Terra aquece e se expande, aumentando a atração em satélites e outros objetos na chamada órbita baixa.

Depois de conseguir desvendar o problema, a Nasa precisava resolvê-lo, contratando então a empresa Katalyst Space Technologies para a construção da nave de salvamento. Chamada de Link e construída em apenas sete meses, tempo considerado curto para para os padrões da astronomia, a nave está com os testes previstos para o dia 27 de junho.

*Estagiário sob supervisão de Aline Gouveia

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postado em 23/06/2026 12:53
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