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Cuidados paliativos na doença de Creutzfeldt-Jakob: guia prático

Sem cura disponível, tratamento foca em alívio da dor e qualidade de vida; entenda as opções de suporte para pacientes e famílias

O diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) no especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, confirmado por sua família em agosto de 2026, trouxe à tona a discussão sobre uma condição rara e sem cura. A doença neurodegenerativa provoca uma rápida deterioração das funções cerebrais e motoras, tornando a abordagem de cuidados paliativos essencial desde o diagnóstico.

Diferente de tratamentos que buscam a cura, os cuidados paliativos na DCJ focam em proporcionar a melhor qualidade de vida possível. O objetivo é aliviar os sintomas dolorosos e estressantes, oferecendo dignidade ao paciente durante o avanço da doença, que costuma ser rápido, levando ao óbito em até um ano na maioria dos casos. Essa abordagem envolve uma equipe multidisciplinar que trabalha para controlar o sofrimento físico, psicológico e emocional.

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Principais focos do tratamento de suporte

A estratégia de cuidados é personalizada, adaptando-se à medida que novos sintomas surgem. O planejamento é feito em conjunto com a família, sempre respeitando os desejos do paciente enquanto ele consegue se comunicar. O suporte se concentra em áreas críticas para garantir o bem-estar e o conforto.

As ações práticas para o alívio dos sintomas incluem diversas frentes de atuação:

  • Controle da dor e espasmos: o uso de medicamentos analgésicos e relaxantes musculares é fundamental para lidar com a dor e os espasmos musculares involuntários (mioclonia), que são comuns na DCJ e causam grande desconforto.

  • Nutrição e hidratação: com o avanço da doença, a dificuldade para engolir (disfagia) se torna um desafio. A alimentação pode ser adaptada para texturas mais seguras ou, em estágios avançados, administrada por vias alternativas para evitar desnutrição e desidratação.

  • Conforto respiratório: o comprometimento dos músculos respiratórios pode gerar dificuldades. Medidas como posicionamento adequado e, em alguns casos, suporte de oxigênio ajudam a garantir uma respiração mais confortável.

  • Saúde mental: o suporte psicológico é crucial tanto para o paciente quanto para os familiares. O acompanhamento ajuda a lidar com a ansiedade, a depressão e o processo de luto.

  • Ambiente seguro: adaptar a casa para prevenir quedas e lesões é uma medida importante, especialmente no início da perda de coordenação motora. O objetivo é manter a mobilidade do paciente com segurança pelo maior tempo possível.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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