O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, leva o nome da primeira astrônoma-chefe da agência, Dra. Nancy Grace Roman (1925–2018). Ela foi uma defensora de observatórios espaciais capazes de estudar o universo acima da atmosfera terrestre. O novo instrumento será lançado no domingo (30/8).
Conhecida como a "mãe" do Telescópio Espacial Hubble, Roman foi a força motriz por trás do programa Grandes Observatórios da Nasa. A liderança ajudou a consolidar a agência como uma instituição científica e preparou o caminho para novas gerações de telescópios espaciais.
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O que a missão vai investigar?
A sonda Roman combinará um amplo campo de visão com uma nítida visão infravermelha para escanear vastas áreas do céu. A missão foi projetada para ajudar astrônomos a explorar a matéria escura, a energia escura e planetas fora do nosso sistema solar, conhecidos como exoplanetas.
Os levantamentos do telescópio oferecerão oportunidades para pesquisas científicas adicionais, abrangendo desde objetos no sistema solar externo até galáxias distantes. Os dados serão disponibilizados publicamente assim que processados.
O observatório viajará 1,6 milhão de quilômetros até o segundo ponto de Lagrange Sol-Terra (L2), a mesma localização do Telescópio Espacial James Webb. A gravidade do Sol e da Terra manterá o Roman em uma órbita estável sem consumir muito combustível.
A espaçonave também carrega uma placa com um cartão de memória contendo os nomes de mais de 1,3 milhão de pessoas. A missão primária do Roman terá duração de cinco anos, com a possibilidade de uma extensão por mais cinco anos, e foi projetado para ser reabastecível.
Dois instrumentos para grandes descobertas
O telescópio conta com dois equipamentos principais. O Instrumento de Campo Amplo é uma câmera infravermelha de 300 megapixels com a mesma nitidez do Hubble, mas com um campo de visão pelo menos 100 vezes maior. Cada imagem capturada por ele cobrirá uma área do céu 1,5 vez maior que o tamanho aparente da Lua cheia.
Já o Instrumento Coronógrafo foi projetado para demonstrar tecnologias avançadas de obtenção de imagens diretas de planetas. Ele bloqueará o brilho das estrelas para revelar a luz refletida por mundos gigantes em órbita, mais antigos e frios que os superjúpiteres já observados.
A missão Roman trabalhará em conjunto com outros telescópios. Seus panoramas revelarão alvos para o Hubble e o Webb aprofundarem as observações. O Roman também poderá ser combinado com a missão Euclid, da ESA, e com o Observatório Vera C. Rubin para ampliar a qualidade e a cobertura das análises do céu.
A NASA transmitirá o lançamento ao vivo nas plataformas, com cobertura até uma hora após o evento para acompanhar os primeiros marcos. A agência espera divulgar as primeiras imagens do Roman no início de 2027, após um período de três meses de calibrações e testes.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
