Música

Conhecido por 'Oh Juliana', Niack lança single 'Vai na tremidinha'

O cantor lançou, nesta sexta-feira (23/10), a música 'Vai na tremidinha'. O single já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Maria Baqui*
postado em 23/10/2020 13:48 / atualizado em 23/10/2020 14:21
 (crédito: Estúdio Marcos Hermes/ Divulgação)
(crédito: Estúdio Marcos Hermes/ Divulgação)

Conhecido por ser a voz por trás dos singles Oh, Juliana e Na raba toma tapão, Niack, de 18 anos, é um dos novos nomes do funk nacional. O cantor, que foi o primeiro brasileiro a entrar na lista mundial Billboard 200, lança, nesta sexta-feira (23/10), mais uma faixa, com a proposta de bombar como challenge nas redes sociais e nos aplicativos de vídeo.

Vem na tremidinha é a primeira gravação do artista em parceria com a Warner Music Brasil e fala sobre a história de um casal que “joga” um com o outro, como forma de provocação. A música recebeu, também, uma versão lyric vídeo, produzida por Marcos Hermes e com cenário baseado na utilização de iluminação e cores marcantes.

“Estou muito animado com o lançamento e feliz por ter esse contrato com a Warner. Espero que seja mais um hit”, comemora Niack em entrevista ao Correio.

Conheça mais sobre Niack

Davi Alexandre Magalhães de Almeida, conhecido como Niack, nasceu em Ribeirão Preto, em São Paulo. Desde a infância, decretou o amor pela música e, ainda que seja o primeiro da família a seguir carreira musical, o artista teve apoio das pessoas mais próximas para a trajetória no funk. No entanto, cantar, para ele, era tido apenas como um hobby.

Antes da carreira artística, o paulista trabalhava em uma loja de suplementos, para auxiliar na renda familiar e, devido a questões pessoais, desenvolveu fobia social. Depois, ao ser diagnosticado com depressão, Niack encontrou na música uma forma de expressar o que sente e alavancar a autoestima.

Niack explica que a intenção dele é passar “luz e felicidade” nas canções, para que pessoas que também enfrentem a doença possam receber a mensagem de que “tudo passa”. Com auxílio psicológico e familiar, o cantor venceu o pânico social e explica que foi “salvo, também, pela música”.

“Posso dizer que agora estou bem, muito bem. Comecei a cantar no meio de 2019, mas eu não tinha confiança em mim no início. Por conta da depressão e de tudo que eu passava, assim que postava músicas no meu canal, excluía. No início de 2020, criei outro canal e comecei a postar músicas novas. Desde então não parei”, conta Niack.

Como profissional, o funkeiro conta que se inspira em Kevinho. Além dele, em Anitta. “Quero tentar uma carreira internacional como ela fez. Este é o meu grande sonho, mas estou dando um passo de cada vez”, explica o cantor, que enfatiza ainda não ter feito shows devido à pandemia.

“Ainda não tive a oportunidade de fazer shows, mas estou me preparando. Por causa da covid tivemos que ir devagar, mas assim que tudo passar, a proposta é que eu consiga viajar por todo o país fazendo shows”, conclui Niack.

Além da questão do amor pela música, ele acredita que cantar funk é um manifesto em relação à opressão do gênero. Para ele, fazer música é uma forma de diminuir olhares preconceituosos de parte da sociedade. “As pessoas têm enxergado o funk de formas diferentes, sinto que estão abraçando mais”, reflete.

Na lista global da Billboard 200 (que neste ano também teve Anitta), o cantor ocupou a 132ª posição, com o single Oh, Juliana. “Estou em êxtase até hoje por ser o primeiro brasileiro a entrar na lista. Um feito como esse, pra mim, representa muito o Brasil. É incrível poder mostrar o meu trabalho, com o que eu gosto e ter esse reconhecimento. Sou muito grato”, comemora o funkeiro.

*Estagiário sob supervisão de Adriana Izel


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