Festival

Projeto Rodas da Vida leva cultura popular a Samambaia

Com 11 atrações e ocupação do complexo cultural de Samambaia, Festival Rodas da Vida propõe olhar para as manifestações culturais populares do DF

Nahima Maciel
postado em 02/04/2022 08:00 / atualizado em 02/04/2022 17:45
Rodas de conversas sobre ancestralidade fazem parte da programação do Rodas da vida -  (crédito:  DAVIMELLO)
Rodas de conversas sobre ancestralidade fazem parte da programação do Rodas da vida - (crédito: DAVIMELLO)

A vontade de integrar diferentes manifestações da cultura popular e dirigir um olhar especial para as tradições que ajudam a preservar as raízes culturais motivou os organizadores do Festival Rodas da Vida. Com uma programação que ocupa o espaço do Complexo Cultural de Samambaia hoje e amanhã, o evento leva ao palco 11 atrações cuja matéria prima é a expressão de origem popular.

Em 2018, um grupo de quatro pessoas começou a idealizar um projeto de levar as manifestações populares às escolas do DF com um programa construído a partir da capoeira. No total, oito escolas de Samambaia receberam as apresentações e, de lá para cá, o foco foi em expandir a ideia e dialogar com outras linguagens. "Realizamos o Rodas da vida circulação, levando diferentes manifestações culturais para diversas regiões administrativas", conta Flávia Lucci, uma das idealizadoras do festival. Na época, participaram do circuito Martinha do coco, grupos de tambor de crioula, capoeira e o Jongo do cerrado, além do mamulengo. "Estamos fechando essa vivência com esse festival, que é onde a gente quer sintetizar um pouco do que tem sido essa experiência ao longo dos últimos anos de integração das linguagens", explica Flávia.

A programação tem início às 13h de hoje com uma feira de sustentabilidade, seguida de uma roda de mulheres reunidas em torno do tema Yoga: travessia interior. Mais tarde, a Trupe Quero-Quero se apresenta, seguida de contação de histórias com Kenya Ricarte e Rayane Mutante. A música da Sereia Luzia da Estrela Molhada ocupa o palco antes de um samba tocado por Cid Aroeira em forma de apresentação e oficina.

Amanhã é a vez da Palhaça Cocada ocupar o palco, que recebe também o espetáculo Dança invisível, de Junia Cascaes, a roda de conversa a Capuêra Angola: movimento de liberdade e o Jongo do Cerrado. Segundo Flávia, o programa foi montado a partir da relação de parceria com grupos de cultura popular do DF. "A gente tem uma caminhada na cultura popular em Brasília, principalmente por causa da capoeira angola", avisa a idealizadora do Rodas da vida. "Os grupos que a gente conhece, a gente buscou trazer para perto. Alguns são muito parceiros mesmo, a gente trabalha junto, um grupo fortalece o outro, existe essa mentalidade de cooperação, esse costume de cooperação de grupos."


Festival Rodas da Vida

Hoje e amanhã, das 14h às 19h30 no Complexo Cultural de Samambaia.
Entrada franca.

Classificação livre

 

  • mestre formiguinha, convidado do festival rodas da vida
    mestre formiguinha, convidado do festival rodas da vida Foto: DAVIMELLO
  • Jongo do cerrado, convidado do festival Rodas da vida
    Jongo do cerrado, convidado do festival Rodas da vida Foto: DAVIMELLO
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