Música

Jorge Vercillo prepara turnê para comemorar os 30 anos de carreira

Jorge Vercillo comemora 30 anos de carreira, prepara turnê e tenta se renovar a cada dia. Fazer música boa é o objetivo do cantor e compositor

Jorge Vercillo: a música de qualidade não 
tem barreiras -  (crédito: Central Sonora/Divulgação)
Jorge Vercillo: a música de qualidade não tem barreiras - (crédito: Central Sonora/Divulgação)
postado em 20/03/2024 10:38

Dono de composições que marcaram as vidas de pessoas durante as últimas décadas, Jorge Vercillo completa 30 anos de carreira e sucessos em 2024. O cantor, dono de hits radiofônicos e um dos recordistas de músicas em trilha sonoras de novelas, chega a este ponto da carreira em uma mistura de apego ao passado e olhar para o futuro em uma busca que parece simples, mas é muito complexa. Jorge Vercillo quer fazer música boa.

Faixas como Ela une todas as cores, Monalisa, Homem-Aranha, Que nem maré e Final feliz estão no imaginário popular dos brasileiros. Para Vercillo, o motivo é a vontade incessante de fazer algo que gosta. "Quando eu faço uma música, não é para ela fazer sucesso em primeiro plano. É para ela agradar a mim, eu sou muito egocêntrico. Então, eu preciso que a música agrade a mim", afirma o músico. "Porque antes de ser um vendedor de músicas, eu sou um artista. Então, procuro tocar a minha carreira como uma missão. Eu não faço músicas apenas para fazer sucesso", complementa.

O termo egocêntrico pode soar pejorativo, mas, para o músico, diz muito mais respeito ao apego dele com o próprio trabalho. "Eu vou fazer sempre a música mais bonita possível, dentro da complexidade ou da simplicidade dela, vai ser a mais bem trabalhada possível. E, para isso, levo meses, às vezes, para fazer uma letra, uma melodia", conta.

Para o compositor, essa forma de pensar é quase involuntária. "Eu gostaria de ser mais desapegado e mais maduro até, de fazer músicas para fazerem sucesso, ou músicas mais previsíveis, ou músicas mais apelativas, para que eu ganhasse mais dinheiro", clama o músico, que confessa não se sentir capaz de fazer algo pasteurizado para fazer sucesso com o público. "Eu sou muito egóico, não lanço nada que eu não goste. Prefiro ser menos conhecido, prefiro fazer menos sucesso, ganhar menos dinheiro e continuar sendo apaixonado pelas minhas músicas. Quem quiser gostar vai gostar, vai se identificar", comenta.

Porém, essa forma de pensar não é um desapego do valor que a música dele tem. Muito pelo contrário, é acreditar que a própria cabeça e o trabalho possam acrescentar. "Eu não faço música de brincadeira,  exijo que eu e os colegas sejamos bem remunerados pelas plataformas de streaming. Dar música de graça para os outros com o meu trabalho, isso não é certo", afirma o artista.

O cantor dá dicas para nova geração. "Os espaços existem para serem ocupados. Se os bons não ocupam os espaços, outros vão ocupar", pontua. "Eu falaria para o artista novo, que você não precisa sair apelando o tempo todo. Pelo contrário, quando você faz o gol da forma mais bonita é que marca mais. Às vezes, você fazer um gol de canela é legal, mas buscar fazer um gol dando um chapéu, um gol de bicicleta, mesmo que você não vá fazer sempre esse gol, é muito mais difícil. Você vai marcar muito mais a memória das pessoas fazendo um gol de placa do que fazendo apenas um gol de mão ilegal", reflete.

A relação com essa nova geração é uma forma que o artista encontra de respirar novos ares. Nas últimas semanas, Vercillo confirmou uma colaboração com a sensação do trap Derek, conhecido pelo trabalho com o grupo Recayd Mob. "Eu estou sempre me permitindo me renovar. Ao mesmo tempo, fazendo com que isso continue sendo prazeroso e continue me emocionando as coisas que eu faço. Acho que é dessa forma que  consigo ser leal à minha arte", explica. "Ao mesmo tempo, estou fazendo uma música atual, menos previsível, com um bom gosto, talvez um pouco maior", completa.

Turnê de 30 anos

As comemorações seguem pelo Brasil, visto que Vercillo tem uma turnê que começa em abril, no Rio de Janeiro. O músico promete uma série de apresentações com o melhor do repertório que é formado de um grande "lado A". "Minha carreira foi construída com os hits de Homem-Aranha, mas foi construída com o lado B, que se tornaram ao longo do tempo o lado A", brinca.

No entanto, Jorge Vercillo analisa no formato poder apresentar faixas que ama, mas que estão escondidas dentro da discografia. "Eu queria fazer uma para o público e uma para mim, para, assim, poder mostrar músicas que eu sei que os espectadores vão gostar", conta o músico, que acredita piamente na própria filosofia: "Música boa não tem barreiras para mim".

 


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