LUTO

Família, amigos e fãs se despedem de Ziraldo em velório no Rio de Janeiro

Cartunista e escritor morreu neste sábado (6/4). O corpo foi velado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

O velório começou às 10h no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o sepultamento está marcado para às 16h30 deste domingo -  (crédito: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO)
O velório começou às 10h no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o sepultamento está marcado para às 16h30 deste domingo - (crédito: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO)
postado em 07/04/2024 16:00

Em velório aberto ao público, fãs, familiares e amigos se despediram do cartunista e escritor Ziraldo neste domingo (7/4). Um dos maiores nomes da arte brasileira morreu neste sábado (6), aos 91 anos.

O velório começou às 10h no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o sepultamento está marcado para às 16h30 deste domingo. Durante o velório, figuras famosas no país aproveitaram para se despedirem de Ziraldo, como a atriz Camila Pitanga.

Ao portal g1, Daniela Thomas, uma das filhas de Ziraldo falou sobre o legado do pai: "Meu pai é uma pessoa cuja obra tem uma grande conexão com as pessoas. Naquelas filas enormes das bienais vinham o avô, o filho e o neto e, às vezes, o bisneto. Todos com um livro esmagado, lido, usado. E isso é lindo".

Carreira ilustre da arte brasileira

Além do popular O menino maluquinho, as obras de Ziraldo permeiam a arte infantil brasileira. O primeiro trabalho de Ziraldo data de 1939 (com apenas 6 anos de idade). Trata-se de um ilustração publicada no jornal A Folha de Minas — onde anos depois, em 1954, passou a comandar uma página de humor.

Formou-se em direito em 1957, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Antes dos sucessos com trabalhos infantis, Ziraldo trabalhou no Jornal do Brasil e O Cruzeiro, com charges políticas.

A Turma do Pererê foi o primeiro trabalho nacional em quadrinhos e mergulhou no folclore brasileiro. O material parou de circular com o advento da ditadura militar em 1964. Cinco anos depois, Ziraldo fundou o periódico O Pasquim — com importante posicionamento político.

Logo após o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) da ditadura, em 1968, Ziraldo foi preso.

Foi só em 1979 que Ziraldo passou a se dedicar a literatura infantil. O maior sucesso, O menino maluquinho, foi publicado em 1980.

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