A cantora Gretchen vive um novo momento com a volta do hit Freak le Boom Boom, de 1979. Em dezembro, a música entrou para as mais ouvidas do Spotify no Brasil e viralizou nas redes sociais. Clássicos da artista como Conga, Conga, Conga, de 1981, também voltaram a fazer sucesso entre o público, após mais de 40 anos desde o lançamento.
A “Rainha do Rebolado” nunca saiu de moda na internet, com memes nas redes sociais que viralizam de tempos em tempos. Mas desde o fim de 2025, os hits clássicos do início da década de 1980 ganharam uma sobrevida ao chegarem nos ouvidos da geração z.
No Spotify, a faixa Freak le Boom Boom bateu recorde de reproduções, chegando a mais 1.180 milhões de ouvintes e rendeu até um remix lançado em dezembro. My Name is Gretchen, o álbum que contém o sucesso, também passou a bombar no streaming.
Já no TikTok, internautas se divertem com coreografias, imitando apresentações ao vivo de Gretchen em programas de auditório. A música é, inclusive, uma das apostas para hit do carnaval de 2026.
A redescoberta dos sucessos da cantora chamou a atenção por ter acontecido de forma orgânica. Não houve uma ação de marketing envolvida na volta das músicas às paradas mais ouvidas. Foi o próprio público que encontrou vídeos antigos da cantora se apresentando e adotou as músicas como sucesso do verão.
“Estou muito feliz com esse movimento que está acontecendo na internet”, comemora a cantora em um vídeo publicado no Instagram. “Um dia eu vou dormir, e no dia seguinte o Freak le Boom Bomm tá estourado”.
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O nome dela é Gretchen
A faixa é produzida pelo argentino Mister Sam, que também é o responsável por discos de outras cantoras da época como Rita Cadillac e Lady Lu. Com o sucesso, ele deu para si o título de criador da “bunda music”.
My Name is Gretchen, que conta com músicas em inglês, espanhol e francês, consolidou a “Rainha do Rebolado” como uma das maiores vozes da virada da década de 1970 para 1980 no Brasil, no embalo da disco music.
Gretchen, que não falava nenhum dos idiomas cantados no álbum, utilizou uma apostila de um curso de inglês e trechos de músicas de outros artistas para cantar sucessos como Shake Shake Aia e Boogie Boogie.
Outra curiosidade é que a gravadora que aparece no encarte do disco, Building Records, era fictícia e foi criada por Mister Sam para passar uma imagem internacional para Gretchen. Inclusive, o nome artístico de Maria Odette foi tirado do filme Aleluia, Gretchen, de 1976.
Freak le Boom Boom foi o primeiro single do disco e, em 1980, rendeu um disco de ouro por 300 mil cópias vendidas. Já o álbum alcançou os números cinco e seis nas listas de mais vendidos no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.
