Mídia internacional

Wagner Moura e Kleber Mendonça falam da direita, em entrevista internacional

Momentos de tensão foram lembrados pela dupla de O agente secreto, às vésperas da entrada do filme indicado ao Oscar nos cinemas ingleses

 Wagner Moura no tapete vermelho do Globo de Ouro em que foi premiado como melhor ator -  (crédito: Michael Tran/AFP)
Wagner Moura no tapete vermelho do Globo de Ouro em que foi premiado como melhor ator - (crédito: Michael Tran/AFP)

A campanha internacional de O agente secreto começa a repercutir: em extensa entrevista ao The Guardian, Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho deram as respostas para o veículo que demarcou: "O agente secreto tem lutado para se desvencilhar da mira das premiações". Wagner, na visão do repórter Ryan Gilbey, foi analisado pelo "carisma descontraído de galã de cinema" com similar "decência e humildade" do personagem central do thriller indicado ao Oscar de ator, melhor filme, melhor filme internacional e melhor casting. Kleber, o diretor "impassível" foi comparado ao peculiar Peter Sellers (o astro da série da Pantera Cor de Rosa).

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O artigo diz que o Oscar traz reconfirmação das vitórias no Festival de Cannes de 2025, e demarca a angustiante estrada da política brasileira capaz de render aos artistas proibições, difamações e até mesmo "ameaças de morte". O Nordeste entra no texto como região alvo de "chacotas e menosprezo. "Ainda existe muito preconceito contra nós. Como ator, se você vai trabalhar no Rio ou em São Paulo com esse sotaque, acaba relegado a interpretar o tipo engraçadinho ou o porteiro. Minha atitude, e a do Kleber também, é: 'Que se dane! Que se dane você", enfatizou Wagner Moura.

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Sem atacar diretamente o governo Bolsonaro, a dupla deu o recado. O pressentimento de algo terrível foi percebido por Wagner. "Kleber e eu estamos sendo atacados no Brasil neste momento. Há histórias dizendo que recebemos milhões de dólares do governo", enfatizou o intérprete do politizado Armando de O agente secreto.

Com estreia marcada para 20 de fevereiro na Inglaterra, filme e entrevista deram chances para outros esclarecimentos. A revisão de entidades respeitadas em cima do impeachment de Dilma Rousseff igualmente rendeu pano para manga. Kleber lembrou dos cartazes de protesto erguidos em 2016, em Cannes, dada a exibição de Aquarius. “Foi um dos momentos de maior orgulho da minha vida”, frizou. Lembando do artigo escrito sobre a extensão de um golpe de Estado, Wagner ressaltou. “Fui atacado por causa desse artigo, com gravidade. Recebi ameaças de morte. Foi muito pesado”, lembrou.

 

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postado em 06/02/2026 11:39
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