Crítica

Vocação para mudança: Disney aposta na ação contra devastação do ambiente

Animação da Diney/ Pixar, 'Cara de um, focinho de outro' dá conta do recado: diverte todos e educa para temas ambientais

 Cara de um, focinho de outro: aprendizado paulatino -  (crédito:  Disney-Pixar)
Cara de um, focinho de outro: aprendizado paulatino - (crédito: Disney-Pixar)

Crítica // Cara de um, focinho de outro ★★★

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Falsos animais, a sobreposição do império dos humanos e a fúria da mãe natureza se misturam na trama da animação Cara de um, focinho de outro. Produto da Disney-Pixar, o filme se afirma no embate entre o prefeito Jerry e a jovem Mabel, combativa e disposta a recuperar uma clareira, que modificou a paisagem anteriormente acolhedora e que trazia a formação de um dique e aventuras animais para um bem frequentado lago.

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Conduzido por Daniel Chong, e tendo por roteirista um dos profissionais da equipe do anterior Elio, Jesse Andrews, o longa trata de confiança, que pode "vazar, vez ou outra", e do avanço de tecnologia, em desenvolvimento na Universidade da Barra do Castor, sob liderança das dinâmicas Doutora Sam e a assistente Nisha.

Movido por um personagem abobalhado, mas bem simpático — o rei George, um castor —, o filme mostra uma transformação gradual para a personagem Mabel (enfezada, mas que, diante de conclame da avó Tanaka, aprende a ouvir desígnios da natureza), que, inusitadamente, chega a galgar o posto de "Pata do rei", escolhida como uma espécie de conselheira. Uma das surpresas do longa é a presença de Tito, personagem bem irritante.

Combinando bichos e pessoas, vez por outra, o filme exagera, ficando meio sem lógica, como quando dos voos de um tubarão bem agressivo (e decisivo na trama). Por outro lado, a criatividade impera, como na impagável cena em que uma borboleta é esmagada. Também é muito original o tipo de diálogo travado por celular entre Jerry e os animais. Ah! Importante alertar que há duas divertidas cenas pós-crédito.

 

 

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postado em 06/03/2026 06:43
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