Festival de Cinema

Crítica à seleção da Mostra Brasília, no Festival de Cinema, circula na rede

"Defender a Mostra Brasília é defender a coerência de uma política cultural e o reconhecimento de quem constrói, diariamente, o cinema do DF", demarca o documento assinado por entidades de cinema local

O troféu Câmara Legislativa foi instituído em 1996 -  (crédito: Internet/ Reproducao)
O troféu Câmara Legislativa foi instituído em 1996 - (crédito: Internet/ Reproducao)

Com o anúncio da programação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ocorrida nesta terça (18/8), representantes da ABCV (Associação Brasilense de Cinema e Vídeo) e Aprocine (Associação dos Produtores e Realizadores de Cinema e Audiovisual de Brasília) assinaram documento em que contestam a seleção da mostra, que é uma iniciativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal e resultará na distribuição de R$ 298 mil em prêmios.
A dita preocupação salientada no documento demarca na seleção "a inclusão de obras cujos diretores não possuem efetiva trajetória profissional e artística vinculada ao DF, ainda que possam ter declarado residência no DF". As entidades destacam o interesse de ver valorizada a produção cinematográfica
brasiliense e candanga, construída por realizadores que vivem, trabalham e desenvolvem suas trajetórias no Distrito Federal.
"Entendemos que a simples declaração formal de residência não deveria, por si só, definir esse pertencimento", demarca a carta. Entre descontentes, está uma linha que defenderia a inclusão de filmes como Honestino (atualmente em cartaz), uma vez que a inscrição dos filmes na Mostra Brasília "não requer que as obras sejam inéditas, mas devem ter sido concluídas em 2025 ou 2026", como descrito no edital. Quanto à carta, outro ponto está expressamente defendido, junto com considerações como trajetória, atuação profissional e contribuição efetiva do realizador para o audiovisual local. "A questão, portanto, não é apenas jurídica, mas também ética e coerente com a finalidade da Mostra Brasília", registra o documento. Este ano, a comissão de seleção foi composta por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes.
Entre os títulos escolhidos para a competição estão Onde moram os irmãos (de Marisa Mendonça); Amadeo e o hipotético mundo novo (de Brenda Lígia e Edu Felistoque); Mapas (de Rafael Lobo) e Nem todos sabem (de Edileuza Penha de Souza) — todos na categoria de longas. A lista de curtas é integrada por
Hacker Leonilia (de Gustavo Fontele); A arte perdida da lombada (de Helena Sarmento e Gabriel Brito); Vinte Vinte Quatro (de Davi Pieri); Isso aqui é várzea! (de Flávio Costa); Dora (de Murilo Abreu); O jardim mágico (de Naira Carneiro e Carlon Hardt); Rima (de Josianne Diniz); Madre (de Talita Carvalho
e Carol Matias); Impostor (de Rafael Gontijo); Não há crime no Plano Piloto (de Gabriel Machado) e Ar-Dor, (de Mike Peixoto).

 

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postado em 19/08/2026 15:01
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