Gastronomia

Onde o mar vira prato: confira um roteiro de culinária mediterrânea

A culinária mediterrânea vai além do sabor e chama atenção pelos benefícios à saúde

Profundamente ligada à terra e ao mar, a culinária mediterrânea, típica de países como Espanha, Itália, Portugal e Grécia, chegou ao Brasil a partir da imigração europeia e ganhou ainda mais força nos últimos anos, impulsionada pelo interesse em uma alimentação equilibrada e com ingredientes frescos. Baseada no uso de azeite de oliva, peixes, frutos do mar, legumes, verduras e ervas frescas, a gastronomia europeia vai além dos benefícios à saúde e encanta o público brasiliense pelo sabor característico.

Para a chef espanhola Mari Angelez, o gosto nacional pela comida típica dos países europeus vem da paixão pelos produtos marinhos. "O brasileiro gosta muito de frutos do mar, e isso se torna um atrativo muito grande. O tempero mediterrâneo também chama muita atenção — é uma comida com sabor", pontua a responsável pela cozinha do Don León.

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Guto Jabour, proprietário do Almería, defende que existe uma identificação cultural importante entre a gastronomia mediterrânea e a do Brasil. "Tanto brasileiros quanto ibéricos valorizam a mesa farta, a comida bem temperada e os momentos de convivência. Na tradição espanhola, a mesa cheia representa celebração — algo que conversa diretamente com o estilo de vida nacional", destaca.

"O Brasil tem uma influência enorme da gastronomia mediterrânea. Ela é plural, vai de Portugal ao Líbano. Mas o maior diferencial é o frescor dos ingredientes, sempre priorizando produtos locais e de altíssima qualidade", acrescenta Guto.

Em Brasília, são diversos os restaurantes que se inspiram na culinária do mediterrâneo e incorporam suas características nos pratos servidos para o público brasiliense. Confira!

 

Sabor tipicamente espanhol

Origem familiar, típica culinária espanhola e 50 anos de história. O restaurante Don León, comandado pela chef Mari Angelez, nascida na província de León, na Espanha, — daí o nome da casa — mantém viva a essência da gastronomia ibérica, dando destaque a receitas clássicas e disseminando a autenticidade da cultura do país europeu.

O carro-chefe do menu, segundo Mari, é a paella, servida no restaurante em quatro versões: de frutos do mar (R$ 239), à moda Don León (R$ 196), valenciana (R$ 246), que se diferencia pela adição de lombo e frango à receita, e com cauda de lagosta (R$ 305). Todos os pratos servem duas pessoas.

Outros destaques são o polvo à galega (R$ 178), guarnecido por arroz caldoso de polvo, o abadejo ao molho de camarões (R$ 196 — duas pessoas) e o bacalhau, servido nas versões à viscayna, ao forno e Silvio. Todos saem por R$ 198. Para harmonizar, a chef sugere o vinho branco espanhol.


Pioneirismo

Em atividade desde 1997, o Dona Lenha foi o primeiro restaurante de gastronomia mediterrânea da capital. Capitaneada pelo chef Paulo Mello, após experiências nos Estados Unidos e Itália, a casa mescla a cozinha típica dos países banhados pelo mar Mediterrâneo com pizzaria. "Hoje, o conceito de pizza e cozinha faz parte do DNA das nossas quatro unidades", afirma o proprietário.

No menu, o carro-chefe é o pirarucu lagareiro
(R$ 95), lombo de pirarucu selvagem de manejo sustentável, batatas ao murro, confit de cebolas e alho, brócolis, pimentão defumado e azeitonas. "Uma leitura do clássico prato português, mas usando um peixe amazônico", explica o chef. "A composição do prato, com base no azeite de oliva, preserva o valor e sabor natural de cada ingrediente, uma das premissas de uma boa cozinha mediterrânea", acrescenta.

Novidade espanhola

Bar de tapas e paella, o restaurante Verano foi inaugurado no início do ano passado na 402 Norte e se tornou mais um representante da comida espanhola na capital federal. O menu, enxuto, porém saboroso, começa com mais de 10 opções diferentes dos tradicionais aperitivos da culinária da Espanha.

Croquetas de jamón, cogumelos ou frutos do mar (R$ 10), papas bravas (R$ 12), batatas temperadas com molho de páprica levemente picante, e o pulpo a la galega (R$ 18), pão de fermentação natural, polvo grelhado e papas bravas são algumas das principais opções entre os petiscos.

As paellas, porém, são o carro-chefe da casa, nas versões marinera (entre R$ 159 e R$ 499), com camarão, lula, polvo, mexilhão e caldo de camarão; negra (entre R$ 189 e 590), em que a tinta de lula e caldo de peixe ganham destaque; terra (entre R$ 125 e R$ 439), com frango e costela de porco e a vegetariana (entre R$ 125 e R$ 439), com legumes da estação, cogumelos e ovo poché.

De quarta a sexta, o restaurante trabalha com um menu de três entradas, entrada, prato principal e sobremesa, que sai a R$ 74,90 no almoço e R$ 79,90 no jantar. O público pode escolher entre opções como o carreteiro de frutos do mar, arroz caldoso de costela de porco, rabo de toro com pirão de queijo, moqueca à espanhola e fettuccine ao molho romesco.

 

 

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