RETOMADA

CNI: Atividade industrial mantém crescimento no mês de outubro

Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria mostra que horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada registraram recordes

Jailson R. Sena*
postado em 07/12/2020 14:25 / atualizado em 07/12/2020 14:26

A atividade industrial cresceu em outubro, mas em ritmo menor que o mês anterior. As horas trabalhadas aumentaram 1,7% e o faturamento teve alta de 2,2% frente a setembro, após ajuste sazonal. Conforme a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (7/12).

O levantamento mostra que as horas trabalhadas superaram o total registrado em fevereiro, antes da pandemia do novo coronavírus, e é o maior índice de 2020. Outro dado, que também é recorde no ano, é o de utilização da capacidade instalada (UCI), que aumentou 0,9 ponto percentual na comparação com setembro; e atingiu 80,3%, em outubro. Além disso, a pesquisa sinaliza que o faturamento médio de 2020, que cresceu em outubro pelo sexto mês seguido, deverá ficar, neste fim de ano, acima do registrado em 2019.

Estoques

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a produção industrial registrada no fim do ano costuma ser mais fraca que nos meses anteriores, quando ocorre uma alta na atividade para atender as vendas de fim de ano.

“No entanto, em 2020, parte da indústria manterá a produção mais elevada pela necessidade de recompor estoques, que ainda estão baixos, e de entregar pedidos atrasados de meses anteriores, adiados pelas dificuldades do mercado de insumos”, explicou.

Emprego

O emprego, que teve alta de 0,3% ante setembro após ajuste sazonal, ainda não se recuperou da queda provocada pela pandemia. O índice está 1,2% abaixo do registrado em fevereiro, no pré-pandemia. A massa salarial real ficou estável em outubro frente a setembro, mas está 3,4% abaixo do índice de fevereiro.

Já o rendimento médio real caiu pelo segundo mês consecutivo, –0,2% frente a setembro. Segundo a pesquisa, tanto a massa salarial quanto o rendimento médio real ainda estão sendo afetados pelos acordos emergenciais, que reduziram os salários.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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