Mercado Imobiliário

Imóveis: intenção de compra continua grande, mas cai, aponta CBIC

O levantamento mostra, entre os fatores que podem afetar a decisão de compra, a inflação foi o mais apontado, sendo destacado por 45% dos entrevistados

Fernanda Strickland
postado em 22/11/2021 12:26 / atualizado em 22/11/2021 12:27
 (crédito:                 Antonio Cunha/CB/D.A Press - 20/1/16                    )
(crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press - 20/1/16 )

Números sobre a intenção de compra de imóveis da população caiu 7% no 3º trimestre, em relação ao trimestre anterior e 39% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um imóvel, apresenta os Indicadores Imobiliários Nacionais do 3º trimestre de 2021, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgados nesta segunda-feira (22/11) em coletiva de imprensa.

Segundo o levantamento, entre os fatores que podem afetar a decisão de compra, a inflação foi o mais apontado, sendo destacado por 45% dos entrevistados. Contudo, para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, apesar de os números mostrarem queda na intenção de compra, isso não compromete a necessidade pela aquisição da casa própria.

Os dados apontam que em relação ao 3º trimestre de 2020, todas as regiões registraram aumento nos lançamentos, com exceção da região Norte, que caiu 25,6%. Considerando os meses de janeiro a setembro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, as unidades residenciais lançadas cresceram 37,6%.

De acordo com o estudo, no acumulado de 12 meses, os lançamentos aumentaram 23% em relação ao período anterior. O Valor Geral Lançado aumentou 7,1% em comparação ao 2º trimestre de 2021. Já as vendas caíram em quase todas as regiões do país no 3º trimestre deste ano em relação ao ano passado. Somente a região Sul que registrou aumento de 6,4% no período. Contudo, no acumulado de 12 meses, as vendas aumentaram 21,24%.

A oferta final de imóveis no 3º trimestre de 2021, na comparação com o 2º trimestre do ano, cresceu 3,7%. Considerando a média de vendas dos últimos 12 meses, na hipótese de não haver novos lançamentos, a oferta final se esgotaria em 9,5 meses.

De acordo com o presidente da CBIC, as vendas realizadas no ano e o início de empreendimentos comercializados anteriormente, resultaram na boa performance do PIB da Construção em 2021, previsto para crescer 5% este ano.

“As vendas realizadas no ano e o início de empreendimentos comercializados anteriormente, resultaram na melhor performance do PIB da Construção em 2021. A curva de aumento de preços e do INCC indica que teremos aumento de preços nos próximos trimestres. Apesar dos números referentes à queda na intenção de compra, isso ainda não compromete a necessidade de aquisição da casa própria”, conclui o presidente da CBIC.

O vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, alertou, que a curva de aumento de preços e do Índice Nacional da Construção Civil (INCC) indica aumento de preços nos próximos trimestres.

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