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CVM abre investigação sobre troca na presidência da Petrobras

Comissão instaura processo administrativo para verificar se o mercado de ações já sabia da demissão de Silva e Luna antes do fechamento do pregão. Em 2021, instituição fez procedimento semelhante com a saída de Castello Branco

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo após o vazamento de informações sobre a demissão do general Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras. A informação circulou ainda com o mercado de ações aberto e sem a manifestação pública da estatal sobre o assunto.

Em fevereiro de 2021, a CVM abriu processo semelhante após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter anunciado, por meio das redes sociais, a indicação de Silva e Luna para assumir o cargo de Roberto Castello Branco, até então comandante da empresa.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) demitiu o presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, após uma série de críticas por conta da alta dos combustíveis. O novo indicado para o cargo foi anunciado por meio de nota, pelo Ministério de Minas e Energia.

Trata-se de Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, ex-assessor na Agência Nacional de Petróleo (ANP), onde atuou como superintendente de Importação e Exportação de petróleo, seus Derivados e Gás Natural e superintendente de Abastecimento.

A mudança, no entanto, só deverá ser confirmada após a Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá no próximo dia 13 de abril. O ministério ainda confirmou Rodolfo Landim para presidir o Conselho da estatal.

Já hoje, sem citar a decisão de Bolsonaro, Silva e Luna discursou sobre a Petrobras em evento e disse que a estatal "não tem lugar para aventureiro".

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